Granizo arrasa 635 lavouras de tabaco no Rio Grande do Sul

Granizo arrasa 635 lavouras de tabaco no Rio Grande do Sul

Darci Rohr e o filho Anderson, tiveram 54 mil pés destruídos pelo granizo. (Foto: Bruno Pedry)

O retorno do mau tempo no final da tarde de segunda-feira (24), desta vez com chuva forte e granizo em vários municípios gaúchos, trouxe mais danos à agricultura. Novamente a cultura mais prejudicada foi a do tabaco, agora pelo granizo. Nesta terça-feira (25) funcionários da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) passaram o dia recebendo telefonemas de produtores associados que comunicaram prejuízos em suas lavouras.

Até às 17 horas, eles já haviam registrado notificações de 635 associados das microrregiões de Candelária, Santa Cruz do Sul e Venâncio Aires, e continuavam recebendo avisos. A intempérie atingiu lavouras em Candelária, Vale do Sol, Herveiras, Barros Cassal, Passo do Sobrado e Venâncio. O município com o maior número de plantações atingidas – 260 – foi Vale do Sol, sobretudo nas localidades de Linha Trombudo e Alto Trombudo. Ao todo, desde 1º de outubro até agora, considerando os três estados do Sul, 5,6 mil associados avisaram à Afubra que suas lavouras foram afetadas por granizo. Esse número é bem inferior ao registrado em outubro do ano passado, em episódios nos dias 7, 14 e 31, que foi de aproximadamente 26 mil.

No entanto, conforme o gerente técnico da Afubra, Paulo Vicente Ogliari, o período de ocorrência de pedras de gelo ainda não passou – ao contrário, está apenas começando. A partir dos relatos dos produtores, técnicos da associação visitam as propriedades dos agricultores inscritos no sistema mutualista da entidade, para avaliação dos estragos. No momento, a equipe ainda está verificando os avisos relativos aos prejuízos do granizo ocorridos nos dias 16, 17, 18 e 19 deste mês.

Produtores de Vale do Sol contaram que segunda-feira a granizada aconteceu por 20 minutos. As pedras eram pequenas, mas em grande quantidade, e arrasaram lavouras de fumo inteiras. Foi assim na propriedade de Darci Luiz Rohr, 57 anos, em Linha Trombudo, Vale do Sol. Rohr plantou 41 mil pés de tabaco e o filho Anderson Elias, 24 anos, outros 13 mil, totalizando 54 mil pés. Eles colheram todo o baixeiro e fizeram uma segunda apanha. Ainda teriam mais duas retiradas de folhas até terminar a colheita. Mas veio o granizo e destruiu tudo.

Para dar uma ideia da perda, Anderson diz que deveria obter de R$ 20 mil a R$ 24 mil com a produção dos seus 13 mil pés. Agora deverá receber entre R$ 6 e R$ 7 mil. Ele observa que essa seria “uma safra cheia”, pois a produção estava muito boa. “A qualidade e o tamanho da folha eram muito bons e o peso, excelente.” A família Rohr também perdeu as plantações de mandioca, feijão e batata-doce.

O produtor Sérgio Valdir Rech, 46 anos, vizinho dos Rohr, também diz ter sofrido perda total do tabaco cultivado. Ele plantou 60 mil pés e não chegou a colher todo o baixeiro, trabalho que havia iniciado na semana passada.

*Com informações Gazeta Online 

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