"Não sou passível de grampo", diz Dilma sobre escutas com Lula

Foto: Reprodução / NBR / NBR

A presidente Dilma Rousseff voltou a criticar, nesta sexta-feira, as interceptações telefônicas realizadas durante as investigações da 24ª Operação Lava-Jato. Em pronunciamento oficial, durante entrega de moradias do programa "Minha Casa, Minha Vida", em Feira de Santana, na Bahia, Dilma argumentou que tem garantias constitucionais para não ser grampeada, a não ser mediante autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).

— Presidente tem garantias constitucionais e não pode ser grampeado. Em muitos lugares do mundo, quem grampear um presidente vai preso se não houver autorização da Suprema Corte. Vou tomar as providências cabíveis — disse. — Eu não sou passível de grampo a não ser que o STF autorize, porque fere frontalmente a Lei de Segurança Nacional — completou.

Dilma também declarou que é a favor do "mais rigoroso combate à corrupção" e que "todos os corruptos devem ir para a cadeia".

— A única coisa que não sou a favor é que alguém justifique que, para combater a corrupção, a democracia tem de ir junto. É possível combater a corrupção e manter a democracia. É possível e necessário. O direito tem de ser respeitado — analisou.

Ainda durante o discurso, a presidente ressaltou a solidez das instituições públicas do país, mas afirmou que elas não podem se tornar politizadas.

— O meu governo garantiu autonomia para a Polícia Federal investigar quem fosse necessário. Respeitamos o Ministério Público e o Judiciário. Consideramos uma volta atrás na roda da história a politização de qualquer um desses órgãos. Não é possível aceitar qualquer grau de politização de investigação no nosso país. É um retorno a páginas atrasadas da história — disse.

Dilma também voltou a defender o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nomeado ministro-chefe da Casa Civil.

— Lula está disposto a nos ajudar, a garantir que esse país volte a crescer, apesar do pessoal que torce contra — afirmou. 

Diário Catarinense 

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