Andrade Gutierrez confessa suborno na Copa e pagará multa de R$ 1 bi

Esta é a maior indenização paga até o momento na Operação Lava-Jato.

Andrade Gutierrez confessa suborno na Copa e pagará multa de R$ 1 bi

Maracanã está na lista de obras sob suspeita (Foto: Vinicius Vaccaro / Agencia RBS)

Além de aceitar pagar a maior multa da Operação Lava-Jato, a empreiteira Andrade Gutierrez acertou um acordo de delação com a Procuradoria Geral da República e da força-tarefa de procuradores e policiais que atua em Curitiba (PR), no qual irá relatar que pagou propina em obras da Copa do Mundo, na Petrobras, na usina nuclear Angra 3 e em Belo Monte e na ferrovia Norte-Sul. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

A indenização paga será de R$ 1 bilhão, cerca de R$ 200 milhões a mais que a Camargo Corrêa, cuja multa foi de R$ 800 milhões. O valor visa ressarcir as empresas que foram prejudicadas por acertos do cartel que atua em obras públicas.

O acordo de delação premiada indicará corrupção para obras da Copa em dois estádios: Maracanã, no Rio, e Arena Amazônia, em Manaus. Até o momento, o Beira-Rio, estádio reformado para a Copa em Porto Alegre pela AG, não foi mencionado no acordo de delação premiada. Marcelo Flores, executivo da Brio, empresa do grupo Andrade Gutierrez que realizou a obra, reforça que a questão não se relaciona com o Inter:

— O Inter não tem nenhum dos seus bens colocados à disposição. Isso passa ao lado do clube. Qualquer tipo de negociação envolvendo o estádio foi 100% conduzido pela Brio, e financiamento da Andrade. Isso não chega ao Inter. Em relação a dinheiro, o Inter teve um aporte pela venda dos Eucalíptos. O resto são investimentos, fundos ligados ao BTG pactual e Andrade Gutierrez.

Ainda conforme o jornal, há uma série de relatos de pagamentos de suborno por parte da Andrade Gutierrez, a segunda maior empreiteira do país. O primeiro delator da Operação Lava-Jato, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, afirmou ter recebido R$ 4 milhões da empreiteira e da Estre Ambiental em um contrato da Petrobras.

Com o acordo, a Andrade quer se livrar de ser proibida de de celebrar contratos com o poder público, já que a empresa é altamente dependente deste tipo de negociação. Quase metade de sua receita vem de obras contratadas pelo governo.

Jornal de Santa Catarina  

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