Cai número de indenizações por morte em acidentes de trânsito no primeiro semestre

Já os valores pagos pelo DPVAT por invalidez permanente cresceram 4%

Cai número de indenizações por morte em acidentes de trânsito no primeiro semestre

Foto: Sérgio Alberto/CNT

Mais de 22 mil famílias receberam indenizações do DPVAT (Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres) no primeiro semestre do ano, em razão de mortes ocorridas em acidentes de trânsito no Brasil. O número caiu 11% se comparado ao mesmo período do ano passado.

Os valores pagos por despesas médicas também tiveram queda. A redução foi de 5%, num total de 52,6 mil vítimas. Por outro lado, continua em crescimento os casos de invalidez permanente. A alta, no semestre, foi de 4%. A boa notícia é que a evolução foi bem menor que a observada no primeiro semestre de 2014, em comparação com 2013, quando a elevação registrada foi de 21%. 

Conforme a Seguradora Líder, que administra o DPVAT, no total, foram pagas 344,4 mil indenizações entre janeiro e junho deste ano.

Entre as vítimas com sequelas permanentes, a maior parte são motociclistas, 91%. As motocicletas, aliás, continuam sendo os veículos com o maior número de indenizações. Entre janeiro e junho, elas representaram 76% dos casos pagos pelo DPVAT, apesar de representarem somente 27% da frota. Contabilizadas as indenizações por invalidez e morte em acidentes com motocicletas, foram 225 mil pagamentos feitos pelo seguro. A região Nordeste, onde elas compõem 44% da frota, concentrou 41% dessas indenizações.

Perfil das vítimas

A maioria das vítimas é do sexo masculino e tem entre 18 e 34 anos. Essa faixa etária correspondeu a quase 180 mil indenizações, o equivalente a 52%. 

Em acidentes fatais, os motoristas representaram 54% das indenizações pagas e, em acidentes com sequelas permanentes, 63%. Os pedestres ficaram em segundo lugar nas indenizações por acidentes fatais no período (27%). 

Como solicitar o Seguro DPVAT 

O seguro indeniza todas as vítimas de acidentes de trânsito no Brasil, seja motorista, passageiro ou pedestre. O prazo para solicitação da indenização é de até três anos, a contar da data do acidente, para os casos de morte ou reembolso de despesas médicas. No caso da invalidez permanente, o prazo tem início na data da ciência da invalidez pela vítima. 

Para solicitar o pagamento, não é necessário intermediários. O pedido pode ser feito gratuitamente em pontos oficiais, como as agências dos Correios. A própria vítima ou beneficiário pode ir a um posto de atendimento com a documentação completa para dar entrada no benefício. Com a documentação correta, a indenização é paga em até 30 dias. Os valores pagos vão até R$ 13,5 mil em caso de morte ou invalidez permanente. 

Natália Pianegonda/Agência CNT de Notícias

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