Campanha de vacinação contra a poliomielite termina nesta segunda-feira

Campanha de vacinação contra a poliomielite termina nesta segunda-feira

Foto: Roberto Scola / Agencia RBS

A 36ª Campanha Nacional de Vacinação contra a poliomielite (paralisia infantil) termina nesta segunda-feira, com o objetivo de completar a meta de 12 milhões de crianças do público-alvo imunizadas. Mas, até quinta- feira, pelo menos 4 milhões delas ainda não haviam sido vacinadas, segundo o último relatório divulgado pelo Ministério da Saúde.

De acordo com os dados mais recentes da Divisão de Vigilância Epidemiológica do Estado (Dive), publicados na semana passada, Santa Catarina lidera o ranking nacional de imunização com uma cobertura de 60,55%, seguida do Paraná, que obteve até o momento 59,82%.

Somente no período de 15 a 21 de agosto, 229 mil crianças menores de cinco anos de idade (quatro anos 11 meses e 29 dias) foram imunizadas no território catarinense. A meta estadual é alcançar até o encerramento da campanha, nesta segunda, 95% de imunização de um total de 379.796 de crianças incluídas nessa faixa etária.

Imunização recomendada pela OMS

Ainda que o Brasil não tenha casos da doença há 26 anos, a Organização Mundial da Saúde recomenda a imunização, já que nove países registraram casos nos últimos dois anos. A vacina é a única forma de prevenção, alerta o Ministério da Saúde. 

Desde o início da campanha, em 15 de agosto, também é atualizado o calendário vacinal das crianças. São oferecidas doses contra tuberculose, rotavírus, sarampo, rubéola, coqueluche, caxumba, varicela, meningites, febre amarela, hepatites, difteria e tétano, entre outras. 

A vacina contra a pólio tem quase 100% de eficácia e pode ser aplicada mesmo em crianças com tosse, coriza ou diarreia. Em relação àquelas com infecções agudas, febre acima de 38°C ou hipersensibilidade a algum componente da fórmula, uma avaliação médica é aconselhada. 

Também conhecida como paralisia infantil, a poliomielite é uma doença infectocontagiosa grave. Na maioria dos casos, a criança não vai a óbito quando infectada, mas desenvolve sérias lesões que afetam o sistema nervoso, provocando paralisia irreversível.

Diário Catarinense 

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