Cármen Lúcia quebra protocolo ao iniciar discurso de posse no STF

Cármen Lúcia quebra protocolo ao iniciar discurso de posse no STF

Presidente Michel Temer esteve presente na cerimônia de posse. Foto: ANDRÉ DUSEK / ESTADÃO CONTEÚDO

Em seu primeiro discurso como presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), a ministra Cármen Lúcia defendeu a transformação no Judiciário, diante da constatação dela de que a população brasileira está descontente com a Justiça do país. A ministra tomou posse nesta segunda-feira e vai ocupar o cargo pelos próximos dois anos. 

Para a ministra, uma transformação no Judiciário é "urgente e necessária", diminuindo o tempo de duração dos processos. De acordo com Cármen Lúcia, os cidadãos exigem satisfação de seus direitos. 

— Há de se reconhecer que o cidadão não há de estar satisfeito hoje com o poder Judiciário. O juiz também não está. Para que o Judiciário nacional atenda como há de atender a legítima expectativa do brasileiro, não basta, ao meu ver, apenas mais uma vez reformá-lo — disse a ministra. 

A ministra quebrou o protocolo e começou seu discurso dirigindo-se aos cidadãos brasileiros, a quem chamou de "autoridade suprema sobre todos nós, servidores públicos". De acordo com a regra protocolar, a presidente deveria se dirigir aos integrantes da mesa de convidados, entre eles, o presidente Michel Temer e os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado. A solenidade, que começou com atraso de 30 minutos, também foi acompanhada pelos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva — que a indicou ao STF — e José Sarney. Esta é a primeira vez que Lula comparece a uma posse no Supremo após deixar a presidência da República. Ele foi o responsável pela nomeação de sete dos atuais ministros do STF.

A cerimônia foi aberta com o cantor e compositor Caetano Veloso interpretando o Hino Nacional. Em seguida, os ministros prestaram juramento à Constituição.

Perfil 

Cármen Lúcia Antunes Rocha tem 62 anos, foi indicada para o Supremo pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e tomou posse em 2006. No seu dia a dia na Corte, a ministra mantém hábitos simples, como ir trabalhar em seu próprio carro. Ela é a única integrante do colegiado que não utiliza carro oficial com motorista. A ministra é solteira, não tem filhos e mora em um apartamento funcional do STF em Brasília. No Supremo, a atuação da ministra pode ser resumida pelo rigor em casos envolvendo corrupção, pela postura firme a favor dos direitos das mulheres e o trato com a "coisa pública".

Com informações da Agência Brasil e Estadão Conteúdo.

Diário Catarinense 

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