Dilma defende uso de tributos para financiar Minha Casa Minha Vida

Presidente garantiu aos beneficiários do programa que terceira edição será mantida.

Dilma defende uso de tributos para financiar Minha Casa Minha Vida

Foto: Roberto Stuckert Filho / Palácio do Planalto

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira que o Brasil passa por um período de dificuldades que faz com que seja necessário "apertar um pouco o cinto", mas garantiu à plateia de beneficiários do Minha Casa Minha Vida que a terceira edição do programa está mantida.

— Estamos tomando todas as medidas para que a gente recupere o crescimento econômico do país, gere mais emprego, garanta renda e continue olhando para a população, o que eu considero o mais importante — disse, durante cerimônia de entrega de moradias do programa habitacional, em São Carlos, interior de São Paulo.

Dilma defendeu o uso do dinheiro arrecadado com tributos para o financiamento de moradias populares do programa.

— O governo recorreu ao dinheiro que a gente arrecada dos tributos para fazer o que? Para garantir que famílias tivessem acesso à casa própria, porque, antes, vocês não tinham como pagar a casa própria, porque os recursos não eram destinados a fazer e a cumprir o sonho de ter um lar — afirmou, em discurso após a entrega de chaves para uma das famílias beneficiadas.

Ao comentar os resultados do Minha Casa, Minha Vida, a presidente destacou que já foram contratadas 4,1 milhões de moradias e que, deste total, 2,3 milhões já foram entregues.

— De todos os programas do meu governo, o que mais me orgulha é o 'Minha Casa Minha Vida', porque tem poder de mudar a vida de cada um — afirmou.

Em defesa dos programas sociais, a presidente disse ainda que tem que garantir que todos tenham oportunidades iguais.

— Meu governo vai lutar todos os dias para que o nosso país volte a crescer, volte a gerar emprego na quantidade necessária para que todos os brasileiros e todas as famílias tenham uma vida melhor — disse, já no fim do discurso.

O tom do discurso da presidente no primeiro evento de sua agenda nesta quarta-feira foi mais brando do que o adotado na noite de terça-feira quando fez uma enfática defesa do seu mandato. Dilma afirmou, durante um evento da Central Única dos Trabalhadores (CUT), que as articulações políticas para realizar o impeachment são um "golpismo escancarado" e que crise política do Brasil se expressa na tentativa da oposição de fazer o "terceiro turno". A presidente se referiu aos seus opositores como "moralistas sem moral" e indagou:

— Quem tem moral suficiente, reputação ilibada e biografia limpa para atacar a minha honra?

Também participaram do evento desta quarta, em São Carlos, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e os ministros da Agricultura, Kátia Abreu, da Defesa, Aldo Rebelo, de Minas e Energia, Eduardo Braga, e da Comunicação Social, Edinho Silva. De uma plateia formada majoritariamente por beneficiários do programa habitacional do governo federal, a presidente ouviu gritos de "olê, olê, olê, olá, Dilma, Dilma" e "Dilma, deixa o povo te defender".

Ao todo, foram entregues 3.422 residências nos municípios de São Carlos, Leme e Itanhaém, em São Paulo, João Monlevade, em Minas Gerais, e Campo Formoso, na Bahia. Em cada cidade, um ministro e a presidente da Caixa Econômica Federal, Miriam Belchior, participaram de cerimônias presenciais e faziam a entrega das chaves. O investimento total é de R$ 370 milhões, segundo o governo federal.

Ainda nesta quarta-feira, a presidente participa, em Piracicaba (SP), de inauguração do laboratório de biotecnologia agrícola. À tarde, Dilma vai a São Bernardo do Campo (SP), onde discursa no I Congresso Nacional do Movimento dos Pequenos Agricultores. A volta da presidente para Brasília está prevista para o fim da tarde.

*Com informações da Agência Brasil e Estadão Conteúdo

Diário Catarinense 

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