Em seminário na Espanha, Dilma ataca Lava-Jato e defende candidatura de Lula

Em seminário na Espanha, Dilma ataca Lava-Jato e defende candidatura de Lula

Foto: Divulgação / Universidad Internacional de Andalucía

Durante seminário realizado em Sevilha, na Espanha, a ex-presidente da República Dilma Rousseff (PT) denunciou o "golpe" que sofreu no Brasil e dirigiu críticas à Operação Lava-Jato. Ela usou o discurso no seminário internacional "Capitalismo Neoliberal, Democracia Sobrante" para defender a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apontando que há uma tentativa de inviabilizar o petista via condenação judicial.

A Operação Lava-Jato, afirmou Dilma, usa o combate à corrupção como instrumento de luta política ideológica. 

— Há um desequilíbrio sistêmico entre os poderes, quando um poder desrespeita o outro, em decisões judiciais que se reivindica a justiça por medidas excepcionais alegando que para processo de investigação excepcional há que se ter medidas excepcionais.

A ex-presidente afirmou que o recurso é usado pela força-tarefa da Lava-Jato, dizendo que um procurador acusou o ex-presidente Lula sem provas, mas com convicção. 

— Isso é muito grave — disse. — Se é possível um impeachment contra uma presidente sem crime de responsabilidade, então o cidadão comum também pode ser objeto de acusações sem base de fato em crime — emendou.

Nas investigações, acrescentou, há interesses "iminentemente escusos em querer inviabilizar empresas". 

— Não digo que toda investigação seja assim, mas não pode ser assim. Digo que não se pode combater a corrupção como instrumento político de destruição do que eles consideram como inimigo. Um réu é um inimigo e um inimigo se destrói. A justiça do inimigo não se pode aplicar em países democráticos.

Governo Temer

A petista acusou o PMDB, do presidente Michel Temer, de "usurpador", e o PSDB de "grande concebedor do golpe". Comentando o governo peemedebista, Dilma criticou o teto de gastos e disse que a medida congelará os gastos públicos, inclusive saúde e educação, por 20 anos.

Por Estadão Conteúdo 

Diário Catarinense 

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