Ex-marqueteiro do PT e sua mulher assinam acordo para iniciar delação

Ex-marqueteiro do PT e sua mulher assinam acordo para iniciar delação

João Santana e a mulher dele, Mônica Moura, está preso em Curitiba (Guilherme Artigas / Fotoarena)

O ex-marqueteiro do PT João Santana e sua mulher e sócia, a empresária Mônica Moura, assinaram termo de confidencialidade com a Procuradoria-Geral da República (PGR), documento que firma o processo formal de delação premiada. As informações são do jornal O Globo.

O acordo ainda está em fase de negociação, o que significa que os dois ainda não prestaram qualquer depoimento aos procuradores. Nesta quinta-feira, os dois estarão pela primeira vez de frente com o juiz da 13ª Vara da Justiça Federal em Curitiba, Sérgio Moro, que determinou a prisão do casal. 

O casal está preso em Curitiba há cinco meses, e devem fechar uma delação em dupla. No início de abril, Mônica tentou acordo individual, mas os termos não foram aceitos. O casal foi transferido para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba a pedido dos advogados da dupla e com a anuência do Ministério Público, com o objetivo de facilitar as conversas com seus defensores. 

João Santana e Mônica Moura são acusados de respondem por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em função do recebimento de US$ 4,5 milhões (R$ 14,6 milhões) em 2013 e 2014 do representante no Brasil do estaleiro Keppel Fels e fornecedor da Petrobras, o engenheiro Zwi Skornick. O valor seria uma contribuição à campanha pela reeleição da presidente afastada, Dilma Rousseff. 

No único depoimento formal prestado até agora sobre o assunto, Mônica alegou que os pagamentos estavam relacionados a contratos do estaleiro Keppel em Angola, país onde o casal também prestou serviços. A empresária também admitiu ter arrecadado R$ 10 milhões para a campanha de Dilma de 2014, pagos a ela e a João Santana fora da contabilidade oficial. 

Mônica também contou que o grupo J&F, controlador das marcas Friboi e da JBS, contribuiu com caixa 2 para a campanha de Dilma pagando diretamente uma dívida com a gráfica Focal Confecção e Comunicação Visual, de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. Na época, o grupo negou ter efetuado o pagamento. 

Diário Catarinense

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