Ex-presidente da Câmara comprou apartamento em Miami com dinheiro de corrupção, diz revista

Ex-presidente da Câmara comprou apartamento em Miami com dinheiro de corrupção, diz revista

Em nota, Marco Maia negou qualquer vínculo com atividades ilegais (Foto: Laycer Tomaz / Divulgação)

Em reportagem publicada neste final de semana, a revista Veja afirma que o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), é dono de um apartamento em Miami avaliado em US$ 671 mil (R$ 2,5 milhões). O imóvel estaria em nome de uma empresa aberta por Alexandre Romano, ex-vereador petista de Americana (SP), que atende pelo apelido de Chambinho. 

Em agosto, o ex-vereador foi preso pela Polícia Federal (PF) nas investigações da Operação Lava-Jato por suspeitas de cuidar da distribuição de propina dentro do Ministério do Planejamento, onde a empresa de informática Consist estaria envolvida. Em troca da assinatura de um contrato milionário, a empresa repassava, segundo a acusação, parte do valor recebido para o PT. Chamou a atenção dos investigadores da Lava-Jato o imóvel em Miami. 

A revista Veja revelou que a escritura do apartamento estava entre o material reunido pelos policiais na apuração do caso Consist e que Marco Maia passou férias no imóvel. O petista afirmou à Veja que, a convite de Chambinho, se hospedou no apartamento por dez dias, mas "uma única vez".

Porém, em delação premiada, Chambinho disse que o verdadeiro dono do imóvel é Marco Maia. O apartamento, de acordo com Veja, tem 164 metros quadrados, fica na South Tower at The Point e conta com três quartos e dois banheiros. O prédio faz parte de um condomínio de cinco edifícios situado a poucos metros da praia e proporciona o uso de uma marina e de um spa. A Veja afirma também que a polícia sabe, por exemplo, que a decoração do apartamento foi feita sob orientação da mulher do deputado gaúcho.

Em nota, Maia disse que "ao longo de mais de 30 anos de vida pública, sempre pautou sua conduta em valores e comportamentos republicanos. Considerando o conteúdo publicado na Revista Veja, na qual teria sido citado por suporto delator, afirma que sua conduta sempre foi ilibada, inexistindo qualquer vínculo com atividade ilegal. Ademais, seu patrimônio está devidamente declarado e tem origem estritamente lícita. O deputado buscará ter acesso a informações oficiais para contestar eventuais e indevidas citações a sua pessoa".

Diário Catarinense

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