Marcelo Odebrecht é condenado a 19 anos de prisão na Lava-Jato

Marcelo Odebrecht é condenado a 19 anos de prisão na Lava-Jato

Marcelo Odebrecht (Foto: Geraldo Bubniak / Freelancer)

Ex-presidente da maior empreiteira do país, a Odebrecht, o empreiteiro Marcelo Odebrecht foi condenado nesta terça-feira a 19 anos e quatro meses de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa na Operação Lava-Jato. 

Foram condenadas, ainda, outras oito pessoas na mesma ação penal: os executivos da Odebrecht Márcio Faria da Silva, Rogério Santos de Araújo, Cesar Ramos Rocha e Alexandrino de Salles Ramos de Alencar; os ex-diretores da Petrobras Renato Duque, Pedro José Barusco Filho, Paulo Roberto Costa; e o doleiro Alberto Youssef — este com a maior pena, de 20 anos e quatro meses.  

O juiz federal Sérgio Moro, que conduz as ações da Lava-Jato, afirmou, em relação a Marcelo Odebrecht que "a prática do crime corrupção envolveu o pagamento de R$ 108.809.565,00 e US$ 35 milhões aos agentes da Petrobrás, um valor muito expressivo". 

Marcelo Odebrecht, Márcio Faria e Rogério Araújo estão presos desde 19 de junho de 2015, quando foi deflagrada a 14ª fase da Lava-Jato, chamada de Erga Omnes. 

Veja a lista de condenações:

Marcelo Odebrecht, ex-presidente da Odebrecht: condenado a 19 anos e quatro meses de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Márcio Faria da Silva, ex-presidente da Construtora Norberto Odebrecht: condenado a 19 anos e quatro meses de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Rogério Santos de Araújo, ex-diretor da Construtora Norberto Odebrech: condenado a 19 anos e quatro meses de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Cesar Ramos Rocha, ex-gerente financeiro da Norberto Odebrecht: condenado a nove anos, 10 meses e 20 dias de prisão por corrupção e associação criminosa.

Alexandrino de Salles Ramos de Alencar, ex-diretor da Odebrecht: condenado a 15 anos, sete meses e 10 dias de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro.

Renato de Souza Duque, ex-diretor da Petrobras: condenado a 20 anos, três meses e 10 dias de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro.

Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras: condenado a 20 anos, três meses e 10 dias de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. Essa seria a pena definitiva se não houvesse o acordo de delação premiada que pode resultar no perdão judicial, redução da pena ou a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Cabe somente ao julgador conceder o benefício.

Pedro José Barusco Filho, ex-­gerente executivo da Petrobras: condenado a 20 anos, três meses e 10 dias de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. Essa seria a pena definitiva se não houvesse o acordo de delação premiada que pode resultar no perdão judicial, redução da pena ou a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Cabe somente ao julgador conceder o benefício.

Alberto Youssef, doleiro: condenado a 20 anos e quatro meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. Essa seria a pena definitiva se não houvesse o acordo de delação premiada que pode resultar no perdão judicial, redução da pena ou a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Cabe somente ao julgador conceder o benefício.

À tarde, a defesa de Marcelo Odebrecht emitiu uma nota comentando a condenação. Veja, na íntegra:

"A sentença condenatória proferida contra Marcelo Odebrecht é manifestamente iníqua e injusta porque não encontra fundamento nas provas produzidas nos autos da ação penal, como antecipadamente demonstrou a defesa em suas alegações finais, cuja fundamentação passou ao largo da decisão agora divulgada: os delatores isentaram Marcelo Odebrecht; os corréus isentaram Marcelo Odebrecht; as testemunhas isentaram Marcelo Odebrecht; e os documentos produzidos não vinculam Marcelo Odebrecht a qualquer ilícito investigado na Operação Lava Jato. Com efeito, com o devido respeito, a condenação imposta só pode ser concebida como grave erro judiciário ou como expressão de puro arbítrio do julgador. A defesa de Marcelo Odebrecht continuará lutando por sua liberdade e por sua inocência perante as instâncias superiores, estando, mais do que convicta, certa de que a justiça prevalecerá com a sua completa absolvição. 

Brasília, 08 de março de 2016 – Nabor Bulhões"

Diário Catarinense 

Outras Notícias

PUBLICIDADE