Mercado prevê recessão maior em 2016 e já projeta dólar a R$ 4,30

Mercado prevê recessão maior em 2016 e já projeta dólar a R$ 4,30

Marcello Casal JR/Agência Brasil

Depois do Fundo Monetário Internacional (FMI) aumentar de 1,5% para 3% a projeção de queda da economia brasileira em 2016 na semana passada, os economistas que atuam no país estão mais pessimistas. As previsões dos analistas do mercado para 2016 tiveram nova piora, com mais inflação e uma contração maior da Produto Interno Bruto (PIB), conforme aponta pesquisa feita pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras. 

A estimativa agora é que o PIB caia 3% este ano, mesmo resultado projetado pelo FMI. Na semana passada, a expectativa era de queda de 2,99%. A projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2016 subiu de R$ 4,25 para R$ 4,30.

Para este ano, a previsão é de que a inflação fique em 7,23% – a estimativa anterior era de 7%.  O percentual é bem acima da meta central de inflação, de 4,5%, fixada para o ano que vem. Também permanece acima do teto de 6,5% do sistema de metas brasileiro. A projeção mais pessimista ocorre poucos dias após o Banco Central decidir manter a taxa básica de juro, ferramenta utilizada para combate à inflação, no atual patamar, 14,25% ao ano. 

 Pelo sistema que vigora no Brasil, a meta central para 2015 e 2016 é de 4,5%, mas, com o intervalo de tolerância existente, o IPCA pode oscilar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida. O BC já admitiu que só conseguirá trazer o IPCA para a meta central de 4,5% em 2017.

Após o Banco Central ter mantido os juros estáveis em 14,25% na semana passada, o maior patamar em nove anos, o mercado estima agora que a escalada da taxa básica será mais suave: o juro chegará ao fim do ano em 14,64%. A projeção anterior era de 15,25%.  

A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para tentar conter pressões inflacionárias. Pelo sistema de metas de inflação brasileiro, a instituição tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados. As taxas mais altas tendem a reduzir o consumo e o crédito, o que pode contribuir para o controle dos preços.

Diário Catarinense

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