Ministro da Justiça diz que governo interino não teme investigações

Em evento, Alexandre de Moraes também negou que Temer receie uma possível delação do presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.

Ministro da Justiça diz que governo interino não teme investigações

Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil / Agência Brasil

O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, negou nesta terça-feira, em São Paulo, que o governo esteja preocupado com uma possível delação do presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com quem o presidente interino Michel Temer se reuniu na noite de domingo. Segundo o ministro, o governo não teme nenhuma investigação.

— O governo do presidente Michel Temer não tem nenhum temor em relação a nenhuma investigação, Lava-Jato, Zelotes. Tanto é que a ordem e a determinação do presidente Michel Temer, desde o primeiro dia em que eu assumi, desde 12 de maio, foi dar o total apoio à Polícia Federal, verificar o que a PF precisa e se precisaria mais em recursos humanos, em apoio e integração com as polícias estaduais, para que possamos aprofundar todo tipo de investigação — disse o ministro a jornalistas após assinatura de acordos com o governo de São Paulo para cooperação técnica durante a Olimpíada.

Ao comentar a Operação Custo Brasil, deflagrada em São Paulo na semana passada como um desmembramento da Lava-Jato, Moraes disse que o ideal era que a operação se concentrasse em Curitiba, origem da Lava-Jato, para facilitar o trabalho dos investigadores.

— Quem tomou esse posicionamento (o desmembramento) foi o Supremo Tribunal Federal, que entendeu que quando não houver uma ligação ou conexão entre os fatos como nós chamamos na legislação processual mas sim, se achou alguma determinada informação, tem que seguir com o local do fato (onde o fato ocorreu). Para nós, no Ministério da Justiça ou na Polícia Federal, seria melhor a investigação centralizada porque a equipe e toda a força-tarefa estão lá, com toda a infraestrutura.

Segundo o ministro, o desmembramento implica a indicação de outro juiz, outro procurador da República, entre outras medidas.

— Mas todos os fatos que forem conexos à Lava-Jato, tanto os anteriores quanto os que forem sendo achados, todos permanecerão em Curitiba — disse Moraes.

*Agência Brasil

Jornal de Santa Catarina 

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