Ministro do Trabalho volta atrás e nega jornada de trabalho de 12 horas

Ministro do Trabalho volta atrás e nega jornada de trabalho de 12 horas

Foto: Divulgação / Agência Câmara

O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, recebeu uma ligação do presidente da República, Michel Temer, cobrando explicações a respeito das informações divulgadas por ele em relação a possíveis mudanças na legislação trabalhista. Durante um evento realizado na quinta-feira, em Brasília, o ministro admitiu a possibilidade de aumento da jornada do trabalhador, para além de 8 horas diárias. As informações são do blog Cenário Político.

A Rádio Gaúcha, o ministro negou, nesta sexta-feira, que haja qualquer intenção do governo de promover mudanças no sentido de aumentar a jornada de trabalho. Ele disse que suas declarações foram mal interpretadas:

— Imagina só mexer em direitos dos trabalhadores! Houve uma interpretação equivocada. Não existe estudo nenhum para aumento de jornada de trabalho. Eu asseguro: não há nenhuma hipótese de aumento de jornada de trabalho — declarou.

Em outra entrevista, à Rádio Estadão, de São Paulo, ele foi além.

– Doze horas (de jornada de trabalho) é voltar ao tempo da escravidão, direito você mantém, não retira – disse.

O ministro Ronaldo Nogueira afirmou à Rádio Gaúcha que a reforma trabalhista está em estudo, porém vem sendo costurada junto às centrais sindicais. Ele disse que são três pontos principais:

1. Dar segurança jurídica à relação entre empresa e trabalhador;

2. Criar oportunidades de ocupação com renda;

3. Consolidar direitos trabalhistas (jornada 8 horas; jornada semanal 44 horas; 13º; FGTS; férias);

As declarações não foram bem recebidas pelo Palácio do Planalto e provocaram irritação entre os auxiliares de Michel Temer. O ministro afirmou que a ligação teve um tom de esclarecimento sobre o tema, diante da repercussão.

Na quinta-feira, representantes de sindicatos dos trabalhadores consultados pela Rádio Gaúcha sobre as declarações do ministro afirmaram considerar ¿impossível¿ este tipo de mudança. E declararam que se algum tipo de iniciativa como esta for levada adiante haverá manifestações contrárias por todo o país.

Diário Catarinense 

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