MPF pede a Moro que determine prisão de ex-diretor da Petrobras por mentir em delação

MPF pede a Moro que determine prisão de ex-diretor da Petrobras por mentir em delação

Geraldo Magela,Agência Senado / Divulgação

Os procuradores da Força-Tarefa da Lava-Jato entraram com um pedido para que o juiz Sergio Moro peça a prisão e a suspensão dos benefícios de delação premiada do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa. As informações são do jornal O Globo.

A alegação dos procuradores é de que Costa mentiu em sua delação, o que por lei quebra o acordo firmado com a Justiça. O Ministério Público Federal chegou a tal conclusão ao comparar os depoimentos do ex-diretor com o de sua filha, e encontrou contradições e omissões sobre participação no caso. Costa e a filha Arianna respondem por tentativa de ocultação de provas.

No documento revelado pelo O Globo, Deltan Dallagnol e outros 12 procuradores afirma que "Paulo Roberto Costa faltou com a verdade por diversas vezes quando de seu interrogatório judicial" 

Ex-diretor delatou pelo menos 32 parlamentares e um governador

Paulo Roberto Costa foi o primeiro delator da Lava-Jato. O depoimento do ex-diretor da Petrobras envolveu 32 deputados e senadores e um governador em depoimento à Polícia Federal em 2014. Eles receberiam 3% de comissão do valor de cada contrato firmado pela Petrobras durante a sua gestão.

O ex-diretor relatou a formação de um cartel de empreiteiras dentro da Petrobras. Segundo ele, cinco partidos políticos eram beneficiários de recursos desviados por meio de comissões em contratos arranjados. Ainda de acordo com Costa, os desvios nos contratos envolveriam desde funcionários do terceiro escalão até a cúpula da empresa, durante sua gestão – entre 2004 e 2012.

Diário Catarinense

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