MUNDO: Papa Francisco pede aceitação a divorciados e gays, mas mantém oposição ao aborto

MUNDO: Papa Francisco pede aceitação a divorciados e gays, mas mantém oposição ao aborto

Foto: Gregório Borgia / Divulgação

O papa Francisco estende a mão aos divorciados que voltam a se casar na exortação apostólica sobre a família divulgada nesta sexta-feira, na qual convida a "fazê-los sentir que são parte da Igreja" e recorda que "não estão excomungados".

"Estas situações exigem um atento discernimento e um acompanhamento com grande respeito, evitando qualquer linguagem e atitude que faça com que sintam-se discriminados, promovendo sua participação na vida da comunidade", escreveu o papa no documento que leva o título "Amoris Laetitia" e tem 260 páginas.

O documento, um dos mais importantes de seu pontificado, aceita as uniões pré-matrimoniais como um passo adiante "para o caminho da plenitude do matrimônio e da família" e reconhece as numerosas razões pelas quais os casais, segundo o contexto social e cultural, decidem conviver.

A exortação apostólica do pontífice também pede à Igreja que "valorize" as "uniões de fato", na qual também pede o reconhecimento dos "sinais de amor" entre estes casais e que sejam "acolhidos e acompanhados com paciência e delicadeza".

O papa também fechou com firmeza a porta ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, na qual rejeita "os projetos de equiparação das uniões entre pessoas homossexuais com o matrimônio". Mas, conforme o The Guardian, o texto tem um tom de mais aceitação para com os homossexuais. O jornal informa que Francisco pediu à Igreja para "reafirmar que todas as pessoas, independentemente da sua orientação sexual, devem ser respeitadas em sua dignidade e tratadas com consideração", além de tratar todo sinal de discriminação como injusto.

O pontífice também manteve a posição da Igreja sobre aborto, conforme o jornal O Globo. "Nenhum suposto direito ao próprio corpo pode justificar a decisão de encerrar com aquela vida", afirmou Francisco.

O "Amoris Laetitia" é fruto de dois ciclos de consultas e de dois tensos sínodos realizados em outubro de 2014 e outubro de 2015 sobre a crise vivida pela família moderna, considera inaceitáveis as pressões para que alguns países instituam o matrimônio entre pessoas do mesmo sexo.

Diário Catarinense 

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