Quadrilha que fraudava Enem usava ponto eletrônico e cobrava até R$ 180 mil por gabarito

Quadrilha que fraudava Enem usava ponto eletrônico e cobrava até R$ 180 mil por gabarito

Foto: Divulgação / Polícia Federal

Uma operação da Polícia Federal em Minas Gerais, Bahia e Ceará desarticulou uma quadrilha que fraudava o Enem por meio de ponto eletrônico. Os criminosos usavam tecnologia que permitia a comunicação por áudio entre o candidato e os criminosos, como mostrou o programa Fantástico, da TV Globo. Até às 21h deste domingo, 10 pessoas foram presas durante a operação Embuste.

Conforme o delegado Marcelo Freitas, da PF de Minas Gerais, a quadrilha cobrava de R$ 150 a R$ 180 mil reais por um gabarito da prova. O grupo beneficiava, especialmente, estudantes que almejavam vagas do curso de medicina em universidades públicas e particulares. 

As investigações começaram há duas semanas após uma denúncia de pessoa próxima à quadrilha. Os criminosos faziam a prova rapidamente e depois iam para um hotel na cidade de Montes Claros, em Minas Gerais, repassar o gabarito por celular para pessoas de outras cidades do Brasil. O grupo reunia pessoas com conhecimento nas áreas abordadas no exame para ditar as respostas.

Os candidatos que participavam da fraude usavam um ponto eletrônico durante as provas. Para se comunicar com a quadrilha, eles tossiam, para informar se entenderam as instruções. Um dos envolvidos no esquema é um estudante de medicina que já havia sido preso em 2012, quando confessou ter fraudado concursos. 

Segundo a Polícia Federal, isso mostra que a segurança nesses locais de prova falhou. Em alguns lugares, o detector de metais não estaria sendo usado ou utilizado de maneira indevida, conforme disse o delegado Marcelo Freitas.

Diário Catarinense

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