Quatro dias depois, Temer comenta o massacre de presos em Manaus: "Acidente pavoroso"

Quatro dias depois, Temer comenta o massacre de presos em Manaus:

Foto: Beto Barata / Pr / Fotos Públicas

O presidente Michel Temer comentou pela primeira vez nesta quinta-feira o massacre de 60 presos em dois presídios de Manaus, ocorrido no início da semana. Na abertura de uma reunião com ministros da área da Segurança, o presidente classificou os assassinatos como um "acidente pavoroso".

– Eu quero numa primeira fala, mais uma vez, solidarizar-me com as famílias que tiveram seus presos vitimados naquele acidente pavoroso que ocorreu no presídio de Manaus. É uma solidariedade governamental e tenho certeza de que apadrinhada por aqueles que aqui se acham – disse Temer.

No Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), a rebelião deixou 56 mortos, e permitiu a fuga de centenas de presos. Outros quatro detentos morreram na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), também em Manaus.

Embora o governo do Estado do Amazonas tivesse informações sobre um plano de fuga em massa no Compaj, as autoridades não impediram a rebelião. Ainda no encontro com ministros, Temer destacou que a administração da unidade prisional é feita por meio de parceria público-privada, por isso não vê "responsabilidade dos agentes estatais".

– Vocês sabem que lá em Manaus o presídio era terceirizado, privatizado. Portanto, não houve, por assim dizer, uma responsabilidade, digamos, muito objetiva, muito clara, muito definida dos agentes estatais. É claro que os agentes estatais haveriam de ter informações, acompanhamento – disse.

O encontro no Palácio do Planalto discute os termos do Plano Nacional de Segurança, que deve ser lançado ainda este mês. Em sua fala inicial, Temer adiantou que o conjunto de medidas incluirá a construção de cinco presídios federais. Disse que cada um deverá contar com até 250 vagas, com investimento entre R$ 40 milhões e R$ 45 milhões por unidade. Ele não especificou quais Estados receberão as unidades prisionais e o prazo para conclusão.

Participam do encontro no Planalto os ministros José Serra (Relações Exteriores), Alexandre de Moraes (Justiça), Raul Jungmann (Defesa), Sérgio Etchegoyen (Segurança Institucional) e Eliseu Padilha (Casa Civil).

Diário Catarinense 

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