Taxa de desemprego no país ficou em 8,3% no segundo trimestre, a maior da série histórica

Taxa de desemprego no país ficou em 8,3% no segundo trimestre, a maior da série histórica

Homem observa ofertas de emprego no Centro de São Paulo - Patricia Monteiro / Bloomberg News

A taxa de desemprego no país ficou em 8,3% de abril a junho, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE, que apresenta dados para todos os estados brasileiros. A taxa é a maior da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. No segundo trimestre de 2014, o desemprego tinha sido de 6,8%. Frente ao segundo trimestre do ano passado, o desemprego subiu em todas as regiões.

A população desocupada no país chegou a 8,4 milhões de pessoas, o que representa uma alta de 5,3% frente ao trimestre imediatamente anterior. Na comparação com 2014, o aumento é de 23,5%, ou 1,587 milhão de pessoas a mais nesse grupo frente ao segundo trimestre de 2014. Já a população ocupada era de 92,2 milhões de pessoas, estável em relação ao trimestre anterior e ao segundo trimestre de 2014.

A força de trabalho — que considera quem está trabalhando e quem está em busca de trabalho — chegou a 100,566 milhões de pessoas no segundo trimestre, um aumento de 1,747 milhão de pessoas frente ao segundo trimestre de 2014 (1,8%) e de 609 mil pessoas (0,6%) em relação ao primeiro trimestre. Já a população ocupada se manteve estável nas duas comparações, segundo o IBGE. Isso significa que aumentou a parcela daqueles em busca de emprego, o que pressiona o mercado de trabalho e ajuda a elevar a taxa de desemprego.

— Temos um aumento da taxa de desocupação em função da maior procura e uma geração de trabalho que não atende isso. Houve até geração de postos de trabalho, mas inferior ao necessário para manter o desemprego estável. A população ocupada está estável e tem uma pressão maior do mercado de trabalho — afirmou o coordenador das pesquisas de emprego do IBGE, Cimar Azeredo.

O emprego com carteira assinada recuou no país: o total de trabalhadores nesse grupo caiu 2,6% em relação ao segundo trimestre de 2014, ou quase um milhão de pessoas a menos (971 mil). Ao todo, eram 35,909 milhões de trabalhadores. Ao mesmo tempo, quase um milhão de pessoas (989 mil) passou a fazer parte dos que trabalham por conta própria, uma alta de 4,7% em relação ao segundo trimestre de 2014.

O Globo 

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