Polícia Federal prende grupo que planejava ataque terrorista na Olimpíada do Rio

Prisões foram feitas de forma sigilosa e teriam atingido 12 integrantes de grupo extremista espalhados em mais de um Estado brasileiro.

Polícia Federal prende grupo que planejava ataque terrorista na Olimpíada do Rio

Vagner Rosário/VEJA

A Polícia Federal desbaratou na manhã desta quinta-feira uma célula do Estado Islâmico no Brasil. A informação foi confirmada pela revista Época e pelo jornal O Globo. A operação da PF prendeu 12 brasileiros que planejavam um atentado terrorista durante a Olimpíada, no Rio de Janeiro. A ação foi organizada pela Divisão Antiterrorismo da Polícia Federal.

Essa, até agora, é a maior ação antiterrorista já deflagrada no Brasil. O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, explicará o trabalho em uma entrevista ainda esta manhã. Os presos teriam seguido o mesmo roteiro dos terroristas envolvidos nos atentados em Orlando, nos Estados Unidos, e de Paris, na França: foram recrutados pela internet e juraram lealdade ao Estado Islâmico. Eles atuariam no Paraná e São Paulo.

A descoberta aconteceu porque a PF monitorou mensagens trocadas pelo grupo nas redes sociais, sobretudo Facebook e Twitter. Além do plano para fazer um atentado terrorista na Olimpíada, eles relatavam compras de armamento. Os investigadores descobriram, ainda, que eles haviam jurado lealdade ao Estado Islâmico, enquanto discutiam os possíveis alvos no Rio de Janeiro. Esses três fatores, somados à proximidade do evento, fizeram a Polícia Federal deixar a ação monitorada e ir a campo para prendê-los, em mais de um estado do país. A prisão é preventiva e, por isso, não há data de soltura dos suspeitos. A Polícia Federal mantém os nomes e os detalhes do ataque sob sigilo. Há um menor de idade entre os envolvidos.

Não seriam os chamados "lobos solitários", mas uma verdadeira estrutura, que se comunicava de forma organizada. O perfil dos alvos, segundo investigadores da área de inteligência, encaixa-se no grupo que é hoje considerado o de maior risco entre os brasileiros investigados. São recém convertidos ao islamismo, que se frustraram com o tom pacifista das mesquitas brasileiras e partiram então para a internet em busca do radicalismo propagandeado pelo Estado Islâmico. No total, a inteligência brasileira trabalha com 50 alvos. Todos os presos pela PF estavam nesta lista.

Jornal de Santa Catarina 

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