"Tem muita coisa que vai explodir. A República está caindo", diz Rosinha Garotinho

Foto: Prefeitura de Campos dos Goytacazes / Divulgação

Prefeita de Campos dos Goytacazes (RJ), Rosinha Garotinho (PR), disparou, nesta quinta-feira, críticas à prisão do marido, Anthony Garotinho (PR), ocorrida na quarta-feira. Ela afirmou que a detenção deve-se ao fato de o político estar denunciando "muita gente grande". As informações são da Rádio Gaúcha.

Rosinha citou nominalmente o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB) — preso nesta quinta-feira —; o atual governador, Luiz Fernando Pezão (PMDB); o presidente da Assembleia Legislativa fluminense, Jorge Picciani (PMDB); e o ex-presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Luiz Zveiter.

— Isso é retaliação porque ele entregou na PGR (Procuradoria-Geral da República) um documento com mais de mil páginas com provas contra o ex-governador Sérgio Cabral, contra (Luiz Fernando) Pezão, contra o presidente da Assembleia, o ex-presidente da Assembleia e outras pessoas de outros Poderes que ele denunciou com provas — disse em entrevista ao Gaúcha Atualidade.

Questionada sobre quem seriam as pessoas de outros Poderes, Rosinha citou o nome de Zveiter:

— Teríamos uma audiência na semana que vem. Muita coisa vai aparecer. Pessoas que já estão inclusive na delação de (Fernando) Cavendish — disse. — Tem muita coisa ainda que vai explodir. A República está caindo — completou.

Rosinha ainda disse que a prisão de Garotinho aconteceu por conta de um programa social chamado Cheque Cidadão, que beneficia famílias carentes. Para ela, a prisão do marido não pode ser comparada com a de Cabral, porque não se trataria de envolvimento com corrupção e recursos ilícitos.

— O Garotinho foi preso não por roubo, não por enriquecimento ilícito. É por alimentar o povo pobre. É diferente do Cabral. É diferente de outras pessoas que serão presas porque estão envolvidas na Lava-Jato — garantiu.

Por Rádio Gaúcha

Diário Catarinense

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