60 candidatos e 337 eleitores foram presos em flagrante, diz TSE

Motivos das prisões foram boca de urna, propaganda proibida e corrupção. Segundo o tribunal, 1.675 urnas foram substituídas nesta manhã no país.

Sessenta candidatos foram presos em flagrante em todo o país na manhã deste domingo (2), segundo boletim do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgado por volta das 12h30. Os nomes e os partidos dos detidos não foram informados pela Justiça Eleitoral.

Deste total, 39 candidatos foram presos por realizarem boca de urna, 11 por divulgarem propaganda não-permitida, dois por transporte ilegal de eleitores, quatro por corrupção eleitoral e quatro por motivos não informados.

Ainda de acordo com o TSE, também foram registradas ocorrências com outros 32 candidatos, mas sem prisão.

O tribunal informou ainda que 337 eleitores foram presos por irregularidades cometidas próximo às zonas eleitorais.

Houve ainda, conforme o TSE, outras 478 ocorrências nos municípios envolvendo eleitores, mas sem resultar em prisão.

Urnas eletrônicas
Devido a falhas nos equipamentos, a Justiça Eleitoral teve de substituir 1.675 urnas nas seções eleitorais do país, número equivalente a 0,38% do total de dispositivos instalados.

O estado com mais urnas trocadas foi o Rio de Janeiro, com 332 máquinas. Em seguida aparecem São Paulo, com 212, e Rio Grande do Sul, com 158.

Ao todo, 782 urnas foram trocadas em municípios que já usam a identificação biométrica na votação, enquanto 893 foram em cidades sem o sistema.

De acordo com o TSE, serão utilizadas 433 mil urnas eletrônicas na votação deste domingo, o maior número já registrado na história das eleições no país.

A Justiça Eleitoral informou que 68 mil urnas foram reservadas para eventualmente substituir equipamentos que vierem a apresentar defeito ao longo da votação.

'Quadro de paz'
Eleitor do Mato Grosso, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, acompanhou na manhã deste domingo, em São Paulo, um procedimento da Justiça Eleitoral para certificar a segurança do sistema de votação, chamado de "votação paralela".

Neste processo, a Justiça Eleitoral realiza uma simulação de votação com urnas eletrônicas sorteadas para comparar a precisão e a segurança da votação.

Em entrevista concedida depois de checar essas urnas sorteadas, Gilmar Mendes afirmou que a votação está tranquila em todo o país neste domingo. Ele destacou que, até o momento, os casos de violência neste primeiro turno foram pontuais e solucionados com o apoio das forças de segurança.

“A votação está ocorrendo num quadro de paz. Quanto aos incidentes graves, demos as respostas adequadas com as forças de segurança estaduais juntamente com a força federal, que estão atuando onde foi necessária uma ação mais ostensiva”, disse o magistrado.

O presidente do TSE também comentou os casos de violência registrados no Rio de Janeiro, no Maranhão e em Goiás ao longo da campanha eleitoral.

“Estive duas vezes em Duque de Caxias, em Nova Iguaçu, estive com o presidente do TRE-RJ, e mandamos as forças federais a pedido do próprio presidente do tribunal. Portanto, há um apoio significativo. Estamos acompanhando os incidentes graves que ocorreram em Itumbiara (GO). Eu mesmo estive ontem em São Luis (MA) onde tivemos rebeliões com ataques na cidade. Em suma, estamos acompanhando esse quadro atendendo aos pedidos que estão sendo feitos de força federal”, enfatizou.

Eleição em números
Mais de 144 milhões de eleitores devem ir às urnas para escolher os próximos prefeitos e vereadores de 5.568 municípios. Ao todo, são 16.565 candidatos a prefeito e 463.376 candidatos a vereador, o que totaliza 496.896 candidatos em todo o Brasil.

Não há eleição apenas no Distrito Federal e em Fernando de Noronha (PE), que não têm prefeitos e vereadores.

Durante todo o dia, mais de 1,7 milhão de mesários trabalharão na eleição, sendo que 593 mil são voluntários.

O presidente do TSE atendeu neste domingo a um pedido do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba para que sejam enviadas tropas federais para mais sete cidades paraibanas: Areial, Montadas, Lagoa, Paulista, São Bentinho, Cajazeirinhas e São Domingos de Pombal. O objetivo é reforçar a segurança no local durante as eleições.

De acordo com o tribunal, há militares das Forças Armadas em 467 municípios de 14 estados (incluindo Acre, Alagoas, Amazonas, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Piauí, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Sergipe e Tocantins).

Horário de votação
As mais de 450 mil seções eleitorais distribuídas pelo país para a votação dos eleitores estarão abertas das 8h às 17h.

Documentos para votar
Para votar, é obrigatório que o eleitor apresente um documento oficial de identificação com foto, que poderá ser, por exemplo, carteira de identidade ou identidade funcional (como a da OAB). Também são aceitos certificados de reservista, carteira de trabalho ou carteira nacional de habilitação.

Ainda que não seja obrigatório, o tribunal recomenda a apresentação do título de eleitor para facilitar a localização da zona eleitoral e da seção de votação (consulte o número do título e o local de votação).

Os eleitores, no entanto, não poderão votar se identificando apenas com o título, uma vez que o documento não tem foto.

G1

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