Catarinense Manoel Dias confirma saída do Ministério do Trabalho

Ministro esteve em Florianópolis para liberar recursos para a Universidade do Trabalhador

Catarinense Manoel Dias confirma saída do Ministério do Trabalho

Manoel Dias disse que não foi comunicado oficialmente sobre a saída (Foto: Divulgação)

Em tom de despedida, o ministro Manoel Dias (Trabalho) cumpriu o que chamou de última agenda a frente da pasta, que ocupa há três anos, diante da iminente substituição na reforma ministerial. Em Florianópolis, ele assinou termo de descentralização para criação da Universidade do Trabalhador, que será implantada pela UFSC.

Dias disse que a presidente Dilma Rousseff não precisa se preocupar com o PDT, mas sim com o PMDB. “Nós apoiamos a presidente, independentemente de cargos”, apontou. O PDT deve ficar com o Ministério da Comunicação e o indicado é o deputado federal André Figueiredo (CE).

Com a fusão das pastas do Trabalho, Previdência e Desenvolvimento Social, Dias deve ficar sem cargo e diz que se dedicará ao partido e à Universidade Leonel Brizola, braço de formação política da sigla. O catarinense criticou as modificações. “A preocupação é que o ministério não sofra, em função do tamanho gigante. São ministérios importantes, o Ministério do Trabalho é o mais importante, vai ser um superministério”, apontou. Esse “superministério” ficará com o PT.

Dias desconversou ao ser perguntado se já teria sido comunicado sobre a possível saída. “Conosco ela não precisa discutir, ela tem é que discutir com o PMDB”, afirmou. Questionado sobre ser vítima em nome da governabilidade, já que o PDT tem relação histórica com o Ministério do Trabalho, Dias amenizou. “Todo governo passa por momento de crise, a crise é momento de recompor as forças e se superar. O ministério é criação nossa, o Getúlio [Vargas] que criou, e nele nós temos uma participação bem efetiva”, assegurou.

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