Confusão marca início da sessão da votação do impeachment na Câmara dos Deputados

Confusão marca início da sessão da votação do impeachment na Câmara dos Deputados

Foto: Diego Vara / Agência

A sessão na Câmara dos Deputados que decidirá se o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff seguirá para o Senado ou será descartado começou em meio a gritos e empurrões. Antes mesmo de entrarem no plenário da Câmara dos Deputados, parlamentares favoráveis e contrários ao afastamento de Dilma se enfrentaram e bateram boca. 

– Está aberta a sessão sob a proteção de Deus e em nome do povo brasileiro – disse o presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

A sessão começou com um plenário cheio, em meio a gritos de "Não vai ter golpe" e "Impeachment já". Os parlamentares cantaram o hino nacional e "Sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor". A sessão foi atrasada pelas acaloradas discussões entre os deputados, que chegaram a se empurrar.

Instantes antes do início da sessão, um grupo de deputados que apoia o governo gritava "Democracia!" para abafar a voz de Cunha que falava com a imprensa. 

Um grande cartaz com a frase "Fora Cunha" em letras vermelhas foi erguida na deliberação. O discurso do relator do impeachment Jovair Arantes também foi interrompido várias vezes. 

Domingos Sávio (PSDB-MG) acusou os contrários ao impedimento de iniciarem o tumulto:

– Estávamos parados, e eles vieram nos pressionando. Eles querem provocar, mas nós vamos ganhar no voto. 

Já o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) defendeu os colegas e negou a provocação.

Cada um dos 513 deputados será chamado a manifestar seu voto no microfone e terá 10 segundos para justificar sua decisão. Por conta dos tumultos, estima-se que a votação só comece às 17h. Por enquanto, líderes dos partidos tomam a palavra para defender a posição das bancadas.

Com informações da AFP e da Agência Brasil

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