Cunha diz que não vai renunciar e defende saída do PMDB do governo

Cunha diz que não vai renunciar e defende saída do PMDB do governo

Foto: Gustavo Lima / Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) concedeu uma entrevista coletiva nesta terça-feira depois  buscas na Operação Catilinárias, ação que integra as investigações Lava-Jato. Cunha afirmou que não vai renunciar ao cargo na Casa e atacou o governo federal. Ele ainda minimizou a ação da Polícia Federal e a apreensão de documentos e do seu celular pessoal.

Cunha também declarou que é “desafeto” do Planalto e que o PMDB deve discutir a saída do governo “o mais rápido possível”. Ele também afirmou que a operação, concentrada no partido peemedebista, causa “estranheza”, alegando que foi “o PT que assaltou a Petrobras”.

O parlamentar também questionou supostas reuniões durante a madrugada do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, na Procuradoria-Geral da República (PGR). Cunha insinuou, ainda, que a Polícia Federal e o Ministério Público Federal agem politicamente contra ele.

Nesta terça-feira, a Polícia Federal deflagrou a Operação Catilinárias, uma ação que faz parte das investigações da Operação Lava-Jato. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos na residência oficial da presidência da Câmara, atualmente ocupada por Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em Brasília, e ainda nos endereços do parlamentar no Rio de Janeiro e no gabinete da presidência da Câmara.

Entre os objetivos da operação está a coleta de provas que apuram se o peemedebista cometeu os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Os ministros Celso Pansera (Ciência e Tecnologia) e Henrique Eduardo Alves (Turismo), ambos do PMDB, também foram alvos da operação.

*Zero Hora

Diário Catarinense 

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