Deputado do PP diz não ter 'peso na consciência' por apoiar impeachment

Espiridião Amin (SC) discursou na sessão que discute afastamento de Dilma. PP desembarcou da base de apoio à presidente na última terça-feira (12).

Deputado do PP diz não ter 'peso na consciência' por apoiar impeachment

Deputado Esperidião Amin (PP-SC) (Foto: Divulgação / Reprodução Internet)

O deputado Espiridião Amin (PP-SC) afirmou nesta sexta-feira (15), durante o tempo destinado ao PP na sessão que discute o impeachment da presidente Dilma Rousseff, que não sente "peso na consciência" de defender o impeachment da petista. Integrante da base aliada desde o primeiro ano de mandato de Dilma, o PP desembarcou do governo na última terça-feira (12), após a maioria dos deputados do partido decidir que irá votar a favor do afastamento da presidente.

Segundo o parlamentar catarinense, a legenda não irá votar com "prazer" nem irá se "regozijar" com a destituição de Dilma do Palácio do Planalto. Ele, porém, reafirmou que o PP irá se posicionar favoravelmente ao afastamento da petista.

Com o rompimento, o Partido Progressista entregou a Dilma a chefia do Ministério da Integração Nacional, que era comandado por Gilberto Occhi. Ele foi exonerado nesta quinta-feira (14).

"Não vamos fazer isso com prazer, não vamos nos regozijar com isso. Mas, depois de escutar aqui palavras como farsa, como golpe, não posso deixar de homenagear uma frase que [William] Shakespeare lançou para Marco Antônio dizer diante do cadáver de Julio César e que é uma advertência para todos nós: 'Desgraça, ou se quiserem, mal estás de pé, procura agora o teu caminho'. Nem naquela época nem hoje a desgraça tem GPS."

O partido é o quarto a fazer pronunciamentos pelo tempo de uma hora durante a sessão. A ordem de fala é definida de acordo com o tamanho da bancada, da maior para a menor. O PMDB foi o primeiro. O PT, o segundo. O PSDB, o terceiro. O próximo será o PR. Ao todo, são 25.

Esperidião Amin argumentou que na política não se pode “ensaiar” e destacou que não sente “peso na consciência” ao defender o afastamento da presidente Dilma.

“Deveríamos ter duas vidas. Uma para ensaiar. E outra para viver. Ela mesmo disse: na política não dá para ensaiar, temos que viver. Não falo isso com ironia. Falo isso com solidariedade pessoal e humana. Mas quero dizer que isso não me faz pesar a consciência”, disse.

Em seguida, o deputado Marcos Vicente (PP-ES) subiu à tribuna para criticar a falta de controle de gastos públicos no governo Dilma.

“Ela não merece permanecer no núcleo das decisões do país. Ajustes que não foram realizados. Não houve corte de gastos, não houve diálogo. Não houve sensatez”, afirmou.

G1Brasília 

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