Dilma afirma que oposição quer "dar golpe" para chegar ao poder

Declaração foi dada durante o congresso da Central Única dos Trabalhadores (CUT), em São Paulo.

Dilma afirma que oposição quer

Foto: Miguel Schincariol / AFP

 A presidente Dilma Rousseff afirmou na noite desta terça-feira que a oposição — derrotada nas urnas há um ano — quer chegar ao poder no Brasil "dando um golpe" através de um impeachment construído artificialmente.

— Há uma busca incessante da oposição de cortar o caminho para o poder, de dar um salto e chegar ao governo com um golpe — declarou Dilma em um discurso durante o congresso da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em São Paulo.

— Trata-se de construir de forma artificial um impedimento de um governo eleito pelo voto direto de 54 milhões de pessoas — destacou.

A presidente também afirmou que o "discurso golpista" não é apenas contra ela, mas contra tudo que representa.

— E o que eu represento? As conquistas históricas do governo Lula que transformaram o Brasil. O golpe que os inconformados querem cometer é um golpe contra o povo, mas podem ter certeza de que não conseguirão — salientou.

— Sou presidenta porque fui eleita pelo povo, em eleições lícitas. Tenho a legitimidade das urnas, que me protege, e a qual tenho o dever de proteger. Lutarei para defender o mandato que me foi concedido pelo voto popular, pela democracia e por nosso projeto de desenvolvimento — completou.

Essa não foi a primeira vez que Dilma denunciou tentativa de golpe contra o seu mandato. Na semana passada, a situação de Dilma se agravou com as decisões do Tribunal de Contas da União (TCU), que rejeitou as contas de 2014 do governo, e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que abriu uma investigação sobre supostas irregularidades durante a campanha para a reeleição da presidente.

Além disse, Dilma enfrenta uma séria crise econômica, que tem se traduzido pela alta da inflação e do desemprego no país. Na terça-feira, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, que deve decidir sobre o andamento dos pedidos de impeachment, adiou sua decisão para a próxima semana.

*AFP

Diário Catarinense 

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