Em áudio, Temer fala como se Câmara já tivesse aprovado impeachment

Em áudio, Temer fala como se Câmara já tivesse aprovado impeachment

Foto: Antonio Cruz / ABR

Em um áudio enviado a correligionários do PMDB, o vice-presidente Michel Temer faz um discurso em que fala como se o impeachment de Dilma Rousseff tivesse sido aprovado pela Câmara dos Deputados. A votação só deverá ocorrer no domingo.

Na gravação, divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo, Temer parece ensaiar um discurso a ser proferido logo depois de uma eventual aprovação do processo de afastamento de Dilma na Câmara. O vice declara, a partir dos 58 segundos do áudio, que decidiu falar após uma "votação significativa" determinar o prosseguimento do impeachment.

— Agora, quando a Câmara dos Deputados decide, por uma votação significativa, declarar a autorização para instalar o processo de impedimento contra a senhora presidente, muitos me procuraram para que eu desse pelo menos uma palavra preliminar à nação brasileira, o que eu faço com muita modéstia, com muita cautela, com muita moderação, mas também em face da minha condição de vice-presidente e substituto constitucional da presidente da República — sustenta Temer na gravação.

A veracidade do áudio foi confirmada pelo gabinete do vice-presidente, segundo a Folha. Ele teria encaminhado o arquivo sem querer para correligionários. A gravação foi explicada como "um exercício que o vice estava fazendo em seu celular e que foi enviado acidentalmente para a bancada" pela assessoria do peemedebista.

Na gravação, Temer também diz que tem de "aguardar e respeitar" a decisão do Senado sobre o impeachment, considerando mais uma vez que a Câmara já haveria autorizado a continuidade do processo de afastamento de Dilma. Ele segue:

— Não quero avançar o sinal, até imaginaria que eu poderia falar depois da decisão do Senado, mas, evidentemente, sabem todos os que me ouvem, quando houver a decisão definitiva do Senado, eu preciso estar preparado para enfrentar os graves problemas que hoje afligem o nosso país.

Ao todo, a gravação tem 13 minutos e 51 segundos.

Diário Catarinense 

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