Gilmar Mendes autoriza retomada de investigação contra Aécio Neves

Gilmar Mendes autoriza retomada de investigação contra Aécio Neves

Foto: Ricardo Duarte / Agencia RBS

No início da noite desta quita-feira, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu dar continuidade à investigação contra o presidente do PSDB, senador Aécio Neves, e a coleta de provas no inquérito sobre o suposto envolvimento do político mineiro em corrupção em Furnas.

Há três semanas, Mendes, que é o relator do caso no STF, suspendeu a investigação e pediu que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, reavaliasse se queria manter os pedidos diante de documentação apresentada por Aécio Neves.

Para o ministro, a petição do parlamentar poderia demonstrar que a retomada das investigações ocorreu sem que houvesse novas provas, o que contraria o entendimento do Supremo.

Apesar disso, o procurador-geral manteve o pedido original que fez ao STF e pediu o prosseguimento da investigação no âmbito da Operação Lava-Jato, baseado na delação premiada do senador cassado Delcídio do Amaral.

Janot também pediu o desarquivamento da citação feita pelo doleiro Alberto Youssef sobre o parlamentar. Conforme o pedido de investigação do procurador, Youssef disse que Aécio "dividia" uma diretoria de Furnas com o PP, e que ouviu essa informação do ex-deputado José Janene, já falecido. De acordo com o pedido, o doleiro afirmou ainda que ouviu que o senador do PSDB recebia valores mensais, por meio de sua irmã, por uma das empresas contratadas por Furnas. Delcídio confirmou as informações em dua delação premiada.

Na decisão que autorizou o prosseguimento do inquérito, Gilmar Mendes escreveu que a investigação não é "uma propriedade do Ministério Público e da polícia, imune à interferência judicial". E disse que o juiz tem o dever de arquivar inquéritos que sejam incabíveis.

O ministro sustenta, porém, que há razões para a investigação porque o desarquivamento das citações de Youssef ocorreu em razão da delação premiada de Delcídio do Amaral. "Foram trazidos elementos de corroboração oriundos de outras investigações que podem reforçar a suspeita em apuração. Logo, cabível a retomada das investigações", escreveu.

Em nota expedida logo após a divulgação da decisão de Mendes, o senador Aécio afirma que é papel do Ministério Público investigar citações e acusações e que, ao final, provará sua inocência.

Diário Catarinense

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