Governo Temer prevê entre 60 e 63 votos a favor do impeachment de Dilma Rousseff

Governo Temer prevê entre 60 e 63 votos a favor do impeachment de Dilma Rousseff

Foto: Marcos Corrêa / Presidência da República/Divulgação

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou em entrevista à Rádio Estadão a expectativa do governo interino de Michel Temer (PMDB) com a votação final do processo de impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff (PT) no Senado. Nas contas do governo, Temer deverá contar com ampla maioria para continuar no comando do país.

— Deveremos ter entre 60 e 63 votos a favor do impeachment. Sendo conservador, deveremos ter 61 votos — disse.

Segundo o ministro-chefe da Casa Civil, ao tornar-se definitivo, o governo Temer será ainda mais objetivo para executar as ações necessárias para recolocar o País na rota do crescimento:

— Governo enquanto interino deixa interrogações, é natural. Com governo definitivo, teremos de conter a expansão da dívida pública e reformar o nosso sistema previdenciário.

Na manhã desta segunda-feira, Padilha também fez um balanço dos jogos olímpicos no Rio de Janeiro. Na sua avaliação, o balanço das olimpíadas é "altamente positivo". 

— Fizemos muito com pouco dinheiro (e mostramos) que o brasileiro é responsável e acolhedor — afirmou.

Padilha justificou a ausência do presidente da República em exercício, Michel Temer, na cerimônia de encerramento ontem à noite afirmando que situação semelhante aconteceu nos jogos de Londres e Pequim 

— Temer "apenas seguiu o protocolo" — disse.

Ao falar do balanço que considera positivo, o ministro disse que os jogos apresentaram índice de segurança próximo de 90% e nos aeroportos, a pontualidade foi de mais de 95%.

O ministro também afirmou que os Jogos Olímpicos permitiram mostrar ao mundo que o Brasil tem capacidade de atrair investimento estrangeiro com segurança jurídica.  E argumentou que o governo tem trabalhado para mostrar que pode-se investir no país.

Cunha

Padilha disse também na entrevista à Rádio Estadão que o governo acompanha o julgamento do presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), da mesma forma que observa o de Dilma Rousseff (PT). A votação final do processo de impeachment da petista começa no dia 25 de agosto.

Ele comentou que, assim como a votação do processo de Dilma, o julgamento de Cunha também é uma questão do Legislativo. 

— O partido (PMDB) não pode ser responsável por Cunha — afirmou o ministro, destacando que o ideal seria que ele pudesse comprovar que as denúncias contra ele não se sustentam.

Impostos e Previdência

O ministro-chefe da Casa Civil declarou que "já está descartado aumento de impostos com este novo orçamento". Ele afirmou ainda que a reforma da Previdência é absolutamente necessária. E argumentou que todo dinheiro do orçamento será pouco para aposentadorias, se não tiver uma reforma na previdência pública. 

— Além de estancar a dívida, temos de reformar nosso sistema previdenciário. O governo vai mostrar que se não alterar o sistema previdenciário, não haverá dinheiro para bancar (as aposentadorias) — afirmou.

O ministro garantiu, entretanto, que quem já tiver "direito adquirido" não precisa se preocupar, porque o governo levará em conta um período de transição. Padilha destacou que o governo está trabalhando com a idade mínima de 65 anos e que essa alteração será implementada mediante um período de transição: 

— O Brasil envelheceu e não criou riqueza para manter os idosos com dignidade.

O peemedebista afirmou ainda que o governo tem como objetivo tornar sustentável o sistema previdenciário. Segundo ele, a reforma da previdência faz parte do ajuste nas contas públicas e na trajetória da dívida.

*Estadão Conteúdo

Diário Catarinense

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