Os votos e o que disseram os deputados catarinenses na votação do impeachment

Os votos e o que disseram os deputados catarinenses na votação do impeachment

Foto: EVARISTO SA / AFP

Deu o que já estava previsto na votação entre os 16 deputados federais catarinenses em Brasília, neste domingo: 14 votos sim à abertura do processo de impeachment da presidente Dilma e dois votos não ao impeachment e pela continuidade do mandato da petista.

Quase que em sua maioria, os parlamentares anunciaram o voto de forma rápida e manifestando a posição pela sua cidade de origem e familiares.

Os votos da bancada catarinense já estavam totalmente desenhados e conhecidos. O mais econômico nas palavras foi Celso Maldaner (PMDB), que chegou a ser dado como ausente no plenário pouco antes do começo da votação, mas que compareceu.

Ao confirmar o voto de não ao impeachment, os deputados petistas catarinenses Décio Lima e Pedro Uczai falaram em golpe e em democracia.

Entre os favoráveis à saída de Dilma, houve quem usou os termos como corrupção e quadrilha, mas quase todos evidenciaram as bases eleitorais no Estado.

Confira como votaram os catarinenses:

Décio Lima (PT)
Não.
"Pelos trabalhadores do campo e da cidade, por todos aqueles que lutaram pela democracia e tombaram nesta luta, pelo deputado Paulo Wright do meu Estado, que foi assassinado pela ditadura, contra o golpe voto não".

Carmen Zanotto (PPS)
Sim.
"Com serenidade e convicção, pelo meu Estado de SC, pelo fim da corrupção em todos os espaço de poder eu voto sim".

Celso Maldaner (PMDB)
Sim.
"Eu voto sim".

Cesar Souza (PSD)
Sim.
"Em 92 eu aqui estava e votei a favor do impeachment. Agora o país está clamando por mudança. Estou aqui em nome do povo de Florianópolis, em nome do povo de Santa Catarina e do Brasil, pela segunda vez neste plenário o meu voto é sim".

Esperidião Amin (PP)
Sim.
"Para honrar a ampla maioria da vontade povo catarinense e para uma chance ao Brasil eu voto sim".

Geovania de Sá (PSDB)
Sim.
"Pela honra da minha família e pela minha cidade Criciúma, por SC e pela libertação do povo brasileiro digo sim".

João Paulo Kleinubing (PSD)
Sim.
"Com a esperança de um futuro melhor, pela brava gente de SC e da minha Blumenau eu voto sim".

João Rodrigues (PSD)
Sim.
"Por minha família, pela minha guerreira Chapecó, pelo meu estado de SC e para quebrar a espinha dorsal desta quadrilha eu voto sim".

Jorge Boeira (PP)
Sim.
"Pelos princípios que eu ensinei as minhas filhas, da ética, honestidade, da moral e que quero que ela ensine esses princípios a meus netos, pelo povo de SC que vai às ruas protestar contra a corrupção eu voto sim".

Jorginho Mello (PR)
Sim.
"Pelos meus filhos, o Bruno e o Felipe, pelo privilégio de ser de SC, por entender que corrupção não combina com democracia, por SC e pelo Brasil eu voto sim".

Marco Tebaldi (PSDB)
Sim.
"Em nome de Joinville, de SC, pelo meu neto Pedro, pelo futuro dele que nasceu há dez dias, por todas as famílias de bem do Brasil, meu voto é sim".

Mauro Mariani (PMDB)
Sim.
"Para traduzir o sentimento majoritário do povo e da gente de SC e na esperança de que este momento inaugure um novo tempo na política brasileira o meu voto é sim".

Pedro Uczai (PT)
Não.
"Com Lula, o melhor presidente deste país, com Dilma, mulher valente e honesta e pelo Brasil e pela democracia não golpe, fora golpistas, o voto é não pelo Brasil".

Rogério Peninha Mendonça (PMDB)
Sim.
"Pelo Brasil, pela cidade de Ituporanga que me adotou, por Nova Trento aonde eu nasci, por toda SC, pela mudança do estatuto do desarmamento, pelos nossos agricultores e pelo fim da corrupção no Brasil eu voto sim".

Ronaldo Benedet (PMDB)
Sim.
"Pela minha cidade Criciúma, pela maioria do povo no meu Estado e por uma esperança para o Brasil eu voto sim".

Valdir Colatto (PMDB)
Sim.
"Por todos aqueles brasileiros que foram enganados por esse governo, por SC, pelo meu Oeste catarinense, por Xaxim, Xanxerê, Chapecó, por todos aqueles que produzem e trabalham nesse Brasil, pelos nossos agricultores que nos alimentam todos os dias, por que se o agricultor não planta ninguém almoça ou janta eu voto sim".

Diário Catarinense 

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