Partidos indicarão nesta segunda-feira quem analisará o impeachment de Dilma

Partidos indicarão nesta segunda-feira quem analisará o impeachment de Dilma

Foto: Adriano Vizoni / Folhapress

Depois de disputas internas e intensas negociações, os 26 partidos representados no Congresso vão indicar nesta segunda-feira os nomes de seus representantes na comissão especial que vai analisar o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Devido à grande demanda de parlamentares e aos cálculos que as bancadas ainda fazem para compor os 65 titulares da comissão, o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), decidiu prorrogar o prazo final para a apresentação dos nomes de 14h para até as 18h.

Pelo menos 18 integrantes do grupo, que será responsável por elaborar um parecer sobre a denúncia por crime de responsabilidade, aceita na semana passada por Cunha (PMDB-RJ), já foram definidos. A maioria das siglas aliadas do Planalto tem priorizado parlamentares mais experientes e com capacidade de argumentação. No entanto, há partidos que têm indicado nomes em busca de visibilidade, em razão da proximidade com as eleições municipais. 

Uma sessão extraordinária, marcada para as 18h, irá chancelar os 65 integrantes da comissão, que também terá igual número de suplentes. Depois de instalado o grupo, é feita a primeira reunião para eleger presidente e relator.

O PT – que, com o PMDB, terá o maior número de cadeiras na comissão (oito) – confirmou que indicará os líderes do governo, José Guimarães (CE), e do partido na Casa, Sibá Machado (AC). Conforme informações do jornal O Estado de S. Paulo, a sigla também deverá indicar os deputados Carlos Zarattini (SP), Wadih Damous (RJ), Paulo Teixeira (SP), Paulo Pimenta (RS) e Arlindo Chinaglia (SP).

No PMDB, a formação da lista tem sido alvo de disputa interna. Peemedebistas pró-impeachment tentam convencer o líder do partido, Leonardo Picciani (RJ), a contemplar todas as alas da sigla na comissão. Eles argumentam que, dessa forma, Picciani poderá reagrupar a bancada e obter apoio de todos os correligionários em uma eventual candidatura à presidência da Câmara, caso Eduardo Cunha deixe o cargo.

Uma das oito cadeiras a que o PMDB tem direito na comissão especial deverá ficar com o próprio Picciani, que se aproximou do governo a ponto de poder indicar dois ministros na reforma ministerial de outubro. Para garantir uma vaga, deputados têm evitado se posicionar sobre o apoio ou não ao impedimento da petista. Diante da pressão de parlamentares contra e a favor da continuidade do mandato de Dilma, o líder da legenda informou que só fechará a lista de indicados no limite para protocolar os nomes.

Com direito a seis cadeiras, o PSDB, principal partido de oposição ao governo Dilma, anunciou os líderes Carlos Sampaio (SP) e Bruno Araújo (PE). As vagas que faltam ser preenchidas são alvo de disputa. Já o Solidariedade indicou os deputados Arthur Maia (BA) e Paulinho da Força (SP), ambos aliados de Cunha. 
No comando do Ministério das Comunicações, o PDT vai indicar os deputados Afonso Motta (RS), líder do partido na Casa, e Dagoberto Nogueira (MS) para a comissão. O PPS escolheu o deputado Alex Manente (SP), pré-candidato à prefeitura de São Bernardo do Campo (SP).

Outros deputados indicados são Jandira Feghali (PC do B-RJ), Ivan Valente (PSOL-SP), Fernando Bezerra Filho (PSB-PE) e Luiza Erundina (PSB-SP).

*Zero Hora

Diário Catarinense 

Outras Notícias

PUBLICIDADE