PDT inicia processo de expulsão de deputados que votaram pelo impeachment

PDT inicia processo de expulsão de deputados que votaram pelo impeachment

Foto: gustavo Lima, Agência Câmara / Divulgação / Divulgação

O PDT iniciou nesta segunda-feira o processo de expulsão dos seis deputados federais do partido que votaram a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff – contrariando determinação do Diretório Nacional. 

A decisão do PDT de votar a favor do governo foi tomada em dezembro do ano passado. Em 22 de janeiro, o Diretório Nacional a referendou por unanimidade. Na última sexta-feira, a orientação foi confirmada em reunião da Executiva com integrantes da Comissão Nacional de Ética, presidentes dos movimentos de base partidário e integrantes das bancadas do PDT na Câmara e no Senado.

Reunidos na manhã desta segunda-feira na Sede Nacional do partido, em Brasília, os membros da Comissão Permanente discutiram o comportamento dos deputados do PDT e, ao final, confirmaram a decisão de expulsar os deputados considerados "infiéis" pelo partido.

Votaram contra a determinação da direção do PDT e enfrentam processo de expulsão os deputados federais Giovanni Cherini (RS), Mario Heringer (MG), Sérgio Vidigal (ES), Flávia Morais (GO), Subtenente Gonzaga (MG) e Hissa Abrahão (AM).

A Comissão de Ética iniciou os processos de expulsão garantindo a todos direito de defesa previsto na legislação e nos estatutos, e vai submeter o seu parecer ao Diretório Nacional do PDT já convocado para decidir sobre o assunto no próximo dia 30 de maio, no Rio de Janeiro. 

O deputado gaúcho Giovani Cherini disse que estava ciente da decisão do partido quando optou não seguir a orientação da bancada.

— Eu não ia trair meus eleitores, o meu Estado. Oitenta por cento das pessoas queriam que eu votasse pelo impeachment. Nenhum partido pode querer influenciar na consciência de um eleito. O partido tem o direito de tentar, mas eu não tenho a obrigação de aceitar a determinação de uma cúpula partidária que não tem sensibilidade — explicou.

Cherini afirmou, ainda, que irá "lutar" para permanecer no PDT.

— Vou me defender, lutar com unhas e dentes para continuar no partido.

Diário Catarinense 

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