Renan propõe a Temer recriar Ministério da Cultura

Presidente em exercício não deu aval à ideia por ora. Senador sugeriu recriar a pasta por meio de adendo à medida provisória.

Renan propõe a Temer recriar Ministério da Cultura

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL)(Ueslei Marcelino/Reuters)

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), propôs, em reunião nesta terça-feira com o presidente interino Michel Temer, que o Congresso recrie o Ministério da Cultura (MinC), pasta incorporada à Educação na gestão do peemedebista. Temer ainda não deu aval à oferta de Renan, mas a ideia costurada pelo parlamentar é a de que o MinC, cuja extinção é alvo de protestos de artistas e intelectuais de esquerda, seja recriado a partir de uma emenda à medida provisória 726, que chegou ao Congresso na semana passada e propõe a reforma administrativa da gestão Temer.

A MP, datada de 12 de maio, extingue as secretarias de Portos, Aviação Civil, Comunicação Social, a Controladoria-Geral da União, o Ministério da Cultura, o Ministério das Comunicações, o Ministério do Desenvolvimento Agrário, o Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos e a Casa Militar da Presidência República.

Segundo a proposta de Renan, a recriação do Ministério da Cultura "significa corrigir rapidamente o erro" de ter acabado com a pasta. "O Ministério da Cultura é muito relevante para ser reduzido a uma questão contábil, orçamentária. O Ministério da Cultura não vai quebrar o Brasil, mas sua extinção quebrará o Brasil. Isso não pode significar um retrocesso", disse.

"Nós cuidaríamos disso por causa da tramitação da medida provisória. O importante é que contássemos com a simpatia do presidente para a recriação [do Ministério] para não significar involução. Extinguir o Ministério da Cultura e transformá-lo em secretaria pode significar um retrocesso", completou o senador. "Acho que quando a gente erra, precisa errar rapidamente. Isso significa corrigir rapidamente o erro", resumiu. Pouco depois das declarações de Renan, o deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) emendou a MP para recriar a pasta.

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