Sem as empresas, campanhas municipais receberam R$ 2,1 bilhões

Sem as empresas, campanhas municipais receberam R$ 2,1 bilhões

Foto: Nelson Jr/Asics / TSE

Segundo o TSE, os gastos nas campanhas municipais de 2016 chegaram a R$ 2,131 bilhões. Esse valor leva em conta apenas as doações de pessoas físicas, já que neste ano as empresas foram proibidas de doar.

O presidente do TSE, Gilmar Mendes, chamou a atenção para o fato de os gastos deste ano serem menores do que os registradas nas eleições municipais anteriores, de 2012, quando ainda foi possível às empresas fazerem doações aos candidatos. Naquele ano, o valor chegou a R$ 6,2 bilhões. 

— As cidades estão mais limpas — observou.

O presidente do TSE lembrou que o número parcial referente a 2016 corresponde apenas às doações legais. 

— Não há, obviamente, a captação de caixa 2. Mas também não conseguimos captar em 2012 e a realidade agora, com a investigação da Lava-Jato, mostra que o caixa 2 continuou a funcionar.

Para especialistas convidados no domingo pela TV Estadão, a proibição das doações por empresas "foi um avanço", mas a lei precisa ser aperfeiçoada. Para Eugênio Bucci, há um problema — "a porta aberta para o gasto livre, na campanha, de parte dos próprios candidatos". 

— Quem tem mais recursos faz campanha mais rica — afirmou.

Já o cientista político Carlos Mello, do Insper, se preocupa com a "transparência". Ou seja, se uma empresa desse recursos a um candidato e depois recebesse um contrato, as investigações iam atrás de retornos e movimentos bancários.

— Foi o que fizeram a Lava-Jato e outras operações. Daqui por diante, não se sabe que novos caminhos o caixa 2 vai trilhar.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Diário Catarinense 

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