Votação do impeachment deve terminar por volta de 22h, diz Cunha

Ele destacou ainda que há 10 pedidos de impeachment pendentes. Câmara decide se dá continuidade a processo de afastamento de Dilma.

Votação do impeachment deve terminar por volta de 22h, diz Cunha

Foto: Reprodução internet

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou neste domingo (17) que prevê que a votação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff termine entre 21h30 e 22h. Os deputados vão decidir se autorizam ou não a continuidade do processo de afastamento. Se houver 342 votos a favor, ele seguirá para o Senado, que poderá ratificar ou derrubar a decisão da Câmara.
 

“Essa sessão estou prevendo que terminará por volta de 21h30, 22h”, previu Cunha, antes de abrir a sessão do plenário. A votação do processo será nominal e a chamada será feita em alternância entre as bancadas do Norte e do Sul. Os deputados de Roraima serão os primeiros a votar, seguidos pelos do Rio Grande do Sul. O último estado a votar será Alagoas.

O presidente da Câmara afirmou que, depois que toda a bancada de um estado for chamada a votar, haverá uma segunda chamada para que votem os parlamentares do mesmo estado que estavam ausentes.

“A segunda chamada é um critério da presidência que pode fazer ou não. No próprio estado, a gente vai chamar os deputados da bancada que faltaram. Se alguém quer se ausentar para votar no final, vai perder seu tempo”, afirmou Cunha.

Ele informou que, se o processo for aprovado na noite deste domingo, a Câmara o enviará para o Senado na segunda (18). “Vai acabar muito tarde, amanhã a gente protocola no Senado.”
Cunha destacou que Dilma foi a presidente que mais foi alvo de pedidos de impeachment na história do país. Segundo ele, foram protocolados 50 pedidos. Ele rejeitou 39, autorizou um e há ainda outros 10 pedidos que serão analisados.

Ele comentou ainda as declarações de governistas de que teria aberto o processo de impeachment por “vingança”, pelo fato de o PT não ter dado apoio a ele no Conselho de Ética da Câmara.

“Com 50 pedidos de impeachment, como você poderia dizer que é uma vingança? Na prática eu já tinha rejeitado 39. A prática [de pedalada fiscal] existiu e vai ser apurada, se a Câmara autorizar. É circunstância. Não tem vingança nenhuma”, disse.

g1

Outras Notícias

PUBLICIDADE