Hipertensão, colesterol alto e problema de coluna podem estar relacionados a trabalho, diz pesquisa

Hipertensão, colesterol alto e problema de coluna podem estar relacionados a trabalho, diz pesquisa

Foto: Ricardo Duarte / Agencia RBS

Um estudo divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta possível relação entre a ocorrência de hipertensão arterial, colesterol alto e problema crônico de coluna ou costas com o fato de a pessoa ter ou não ocupação. Essas são as três doenças crônicas não transmissíveis mais citadas na Pesquisa Nacional de Saúde 2013: Indicadores de Saúde e Mercado de Trabalho.

Ao cruzar as informações sobre as doenças com a posição dos entrevistados no mercado de trabalho, o IBGE concluiu que a incidência é maior entre as pessoas ocupadas (que trabalham durante toda ou parte da semana) do que entre as desocupadas (sem trabalho, mas em busca).

— Observamos que, de fato, a população ocupada apresenta mais hipertensão, por exemplo, do que a desocupada. Aqui, não descartamos uma relação entre a hipertensão e o fato de estar ocupado ou desocupado — relata Maria Lucia Vieira, gerente de pesquisas domiciliares do IBGE.

Em relação às pessoas fora da força de trabalho (não classificada como ocupada ou desocupada), a análise feita pela pesquisa é de que elas registram maiores percentuais por terem mais idade — as três doenças crônicas estão mais presentes nas faixas etárias elevadas, sobretudo entre 65 e 74 anos. 

A pesquisa mostra que 7,6% da população com 18 anos ou mais sofre de depressão. Entre as pessoas ocupadas , o percentual é de 6,2%, enquanto para as desocupadas é de 7,5% e fora da força de trabalho chega a 10,2%.

DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS

PROBLEMA CRÔNICO DE COLUNA OU COSTAS

Ocupadas - 16,3%
Desocupadas - 12,2%
Fora da força de trabalho - 22,8%

18 a 29 anos - 8,7%
30 a 59 anos - 19,9%
60 a 64 anos - 26,6%
65 a 74 anos - 28,9%
75 anos ou mais - 28,5%

DIAGNÓSTICO MÉDICO DE COLESTEROL ALTO

Ocupadas - 10,1%
Desocupadas - 7,1%
Fora da força de trabalho - 17,4%

18 a 29 anos - 2,8%
30 a 59 anos - 13,3%

— Sobre a depressão, a pesquisa não identificou uma relação direta entre estar ocupado e desocupado. Entendemos que a questão está mais ligada à posição da mulher fora da força de trabalho e a pessoas com mais idade — afirma Maria Lucia.

A pesquisa aponta que as mulheres apresentaram prevalências de diagnóstico de depressão mais elevadas — 10,1%, enquanto os homens são 3,3%. Em relação aos grupo de idade, observa-se um aumento da incidência conforme aumenta a idade até 59 anos; depois, há uma queda.

DIAGNÓSTICO MÉDICO DE DEPRESSÃO

Total - 7,6%
Ocupadas - 6,2%
Desocupadas - 7,5%
Fora da força de trabalho - 10,2%

Homem - 3,3%
Mulher - 10,1%

De 18 a 24 anos - 3,2%
De 25 a 39 anos - 5,3%
De 40 a 59 anos - 8,2%
Com 60 anos ou mais - 7,4%

Diário Catarinense 

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