Criciúma campeão da Copa do Brasil: 25 anos da maior conquista do futebol de Santa Catarina

Criciúma campeão da Copa do Brasil: 25 anos da maior conquista do futebol de Santa Catarina

Foto: Antônio Carlos Mafalda / Agencia RBS

O título da Copa do Brasil conquistado há exatos 25 anos pelo Criciúma continua até hoje sendo a maior façanha do futebol catarinense. Uma taça que uniu definitivamente a cidade em torno do Tigre e transformou jogadores em ídolos. Poucos atletas daquele grupo não são lembrados até hoje. 

Do grupo de 1991, 11 jogadores ainda moram na cidade. Em Criciúma, eles construíram suas famílias, uma relação que nasceu em 1989 com o primeiro título do Catarinense conquistado por esse elenco – que seria vencedor do Estadual mais duas vezes, 1990 e 1991.

– Criamos uma relação com a cidade muito forte. Até hoje somos reconhecidos e é muito legal quando um pai nos apresenta para o filho mais novo: Ó, esse aqui é o Sarandi, ídolo do Criciúma. Ainda emociona – conta o lateral-direito Sarandi.

O Tigre já tinha batido na trave da Copa do Brasil no ano anterior. Em 1990, o clube foi eliminado nos pênaltis pelo Goiás, em um Serra Dourada lotado na semifinal.

– Eu até hoje ainda penso naquele jogo. Me lembro dele inteirinho, como se fosse hoje. A nossa equipe já era muito forte. Então, quando encontramos eles nas quartas de final, em 1991, teve aquele gostinho de vingança. Para mim, na verdade, a partida mais importante foi quando eliminamos o Atlético-MG com um gol de falta do Roberto Cavalo. Ali eu pensei: Ninguém segura mais a gente – recorda o ponta Jairo Lenzi.

A quase demissão de Felipão e o pacto pela conquista

Luiz Felipe Scolari, campeão da Copa do Mundo de 2002 pelo Brasil e treinador consagrado no mundo, tem muito a agradecer ao Criciúma. Foi no Tigre que ele conquistou seu primeiro título de expressão. Mas Felipão quase não pôde ser o comandante do título. Os maus resultados na Segundona do Brasileirão pressionavam o técnico, que era ameaçado de ser demitido. Porém, os jogadores e a comissão técnica fizeram um pacto pela conquista que segurou Scolari.

– Se não me engano, voltamos de Caxias, de um jogo lá, e tinha essa história de ele ser demitido. Mas logo foi marcado o jogo com o Goiás, na Copa do Brasil, e ali todo o grupo conversou que tínhamos que nos fechar porque a conquista era muito palpável – disse Sarandi.

A confiança do time era muito por causa das partidas no Estádio Heriberto Hülse. É importante ressaltar que o Tigre foi campeão invicto da Copa do Brasil, algo que só o Grêmio, Cruzeiro, Corinthians e Flamengo conseguiram.

– Não era arrogância, mas a gente sabia que em casa éramos imbatíveis. Conhecíamos muito bem o campo e o nosso time era muito entrosado, aquele elenco jogou junto por cinco temporadas. Por isso, quando deixamos o Olímpico com o empate por 1 a 1 com o Grêmio, tínhamos a certeza de que o título era nosso – garante Itá, capitão da equipe.

O autor do gol da conquista foi um herói improvável, isso porque o zagueiro Vilmar não costumava fazer muitos gols.

– O Jairo Lenzi cobrou o escanteio e eu vim correndo do meio de campo e fiz o gol. Eu me atrapalhei na hora de ir para a área, e saí atrasado e acabei surpreendendo. Depois daquele dia o pessoal me falou: Esse foi o gol do título. Eu não acreditei porque achei que iríamos vencer em casa. Mas ficamos no 0 a 0 no Heriberto Hülse e acabei fazendo o gol da conquista – ainda celebra Vilmar.

Depois de 25 anos do triunfo tricolor, SC ainda não esquece desse feito que, apesar do passar do tempo, não esmaece na memória de jogadores e torcedores.

Diário Catarinense 

Outras Notícias

PUBLICIDADE