Auditoria do Ministério da Agricultura começa em empresa do Norte de SC

Fábrica foi interditada na sexta (17) durante operação 'Carne Fraca', da PF.

Auditoria do Ministério da Agricultura começa em empresa do Norte de SC

Empresa de carnes foi interditada em Jaraguá do Sul (Foto: Marco Antonio Mendes/RBSTV)

Três auditores fiscais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e um agente de inspeção chegaram pouco antes das 14h desta segunda-feira (20) a empresa de carnes interditada pela Operação Carne Fraca em Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina. De acordo com a superintendência do Mapa no estado, após uma reunião para definições estratégicas, terá início uma auditoria.

A unidade da empresa Peccin Agro Industrial foi interditada de maneira cautelar na sexta-feira (17), durante a operação da Polícia Federal. Um dos sócios foi preso e deveria ser transferido de Joinville para a Superintendência da PF no Paraná ainda nesta segunda. A empresa diz que foram divulgadas "inverdades" sobre o seu sistema de produção" e que aguarda a apuração dos fatos.

A operação deflagrada em vários estados do país combate a venda de carnes vencidas ou de má qualidade em empresas brasileiras.

Há suspeita de desvio no padrão de qualidade na empresa. O trabalho da auditoria consiste em uma análise minuciosa da documentação e no recolhimento de produtos, desde a matéria-prima até o produto final.

Em nota, a empresa afirma que tem interesse em contribuir com as investigações e que está confiante de que os fatos serão esclarecidos. Segundo a Peccin Agro Industrial, "falsas alegações" culminaram na prisão preventiva.

Resultados em 20 dias

Conforme o Mapa, a previsão é de que o trabalho de fiscalização dos auditores seja concluído até o fim de terça-feira (21) e os resultados sejam emitidos em 20 dias. O superintendente do órgão em Santa Catarina, Jacir Massi, explicou que será feita uma coleta documental e de outra de amostras, que passarão pela análise de um laboratório.

“O trabalho considera o sistema de autocontrole, que compreende 18 aspectos do processo produtivo da indústria, desde o recebimento de matérias primas, pontos críticos de controle, controle de insetos e roedores, higiene pré-operacional, bem como uma análise de todos o sistema durante o processamento”, explicou Massi.

Comparativo e laudo

Conforme Massi, após a análise preliminar, os auditores irão para a planta industrial para um comparativo entre os registros de autocontrole e os processos da empresa. “Depois disso, a fábrica ficará em regime especial de fiscalização, nada entra nem sai sem ser inspecionado pelos fiscais”, resumiu.

Conforme o superintendente, a empresa interdutada em Jaraguá do Sul não é matadouro, ele apenas recebe carnes inspecionadas para serem processadas e transformadas em presunto, linguiça e salsicha.

“Amostras de matéria-prima, insumos e produto final serão coletadas e enviadas para análise em uma unidade do Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro) ou para um laboratório credenciado. Um laudo com o resultado da análise, se há insumos, ou seja, um dos ácidos que podem ser usados para mascarar a má qualidade dos produtos deve ser divulgado em até 20 dias”, concluiu.

Posição da empresa

A Peccin Agro Industrial afirmou que "os órgãos competentes saberão discernir a efetiva veracidade dos fatos que ora se alegam, ainda, conclama pela paciência e serenidade da sociedade para o esclarecimento dos fatos verdadeiros" e que "tem amplo interesse em contribuir com as investigações, em busca da verdade, estando inteiramente à disposição das autoridades policiais para prestar quaisquer esclarecimentos que se façam necessários".

A empresa ressaltou ainda que não tem qualquer vínculo com a Peccin S/A, indústria gaúcha de doces e chocolates

Por G1SC

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