Bombeiros registram 6,6 mil casos envolvendo águas-vivas durante o fim de semana no litoral de SC

Bombeiros registram 6,6 mil casos envolvendo águas-vivas durante o fim de semana no litoral de SC

Foto: Betina Humeres / Agencia RBS

Somente neste fim de semana, 6.665 casos envolvendo água-vivas foram contabilizados no litoral catarinense. Na Praia de Palmas, em Governador Celso Ramos, pelo menos 270 ocorrências foram registradas no sábado e três pessoas precisaram ser socorridas pelo Samu e pelo helicóptero Arcanjo, do Corpo de Bombeiros, após sofrerem reações anafiláticas.

O alto número de casos levou os bombeiros a marcar uma reunião para esta segunda-feira, às 13 horas, para debater estratégias para prevenir acidentes. Uma das possibilidades estudadas é a implementação de sinalização com bandeira lilás nas praias onde foram registradas ocorrências. 

—É um número considerável, levando em consideração que há um público muito grande no litoral catarinense. O Corpo de Bombeiros, preocupado com isso, deve se reunir para fazer uma avaliação dos primeiros dias da Operação Veraneio e também discutirá a possibilidade de sinalizar com a bandeira lilás, nos padrões e nas cores, a praia que for atingida ou tiver a presença desses seres — diz o comandante da 1ª Região dos Bombeiros Militares, coronel Cesar de Assumpção Nunes. 

Como agir

Em caso de contato com águas-vivas, a orientação do Corpo de Bombeiros é que a vítima não esfregue o local nem lave com água doce, para evitar a liberação de mais toxinas. O ideal é buscar por um posto de guarda-vidas para atendimento. Caso esteja em um local sem posto por perto, a orientação é que acione o Samu, 192, ou o Corpo de Bombeiros, 193. 

Aplicar vinagre no local ajuda a neutralizar a toxina, mas é importante buscar atendimento especializado, principalmente em caso de sintomas como vômito, náusea, taquicardia e enjoos. 

Saiba mais

As águas-vivas são animais marinhos cobertos por células que injetam toxinas em contato com a pele das pessoas. O veneno, uma neurotoxina desenvolvida para paralisar a presa, não é fatal aos seres humanos, mas provoca dores, fisgadas, irritações na pele, câimbras e sensação de queimadura.

A elevação na concentração de águas-vivas costuma acontecer em uma praia ou conjunto de praias, como em Palmas neste sábado, e pode estar associada ao aumento da temperatura da água do mar ou ter influência do vento e das correntes marítimas.

Diário Catarinense  

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