Único jornalista sobrevivente da tragédia aérea na Colômbia, Rafael Henzel volta ao trabalho

Único jornalista sobrevivente da tragédia aérea na Colômbia, Rafael Henzel volta ao trabalho

Foto: Luiz Barp / Especial

Foram 41 dias entre o acidente aéreo com o avião da Chapecoense e o retorno de Rafael Henzel ao seu programa de rádio matinal, na cidade de Chapecó. A manhã desta segunda-feira marcou o renascimento profissional do jornalista e radialista que, ao longo das 4 horas de programa, recebeu milhares de mensagens de apoio dos seus ouvintes.

Rafael é um dos quatro brasileiros que sobreviveram à tragédia na Colômbia, no mês de novembro, e o único jornalista. Além dele, também se recuperam o lateral Alan Ruschel, o zagueiro Neto e o goleiro Jackson Follmann.

— Desde que eu saí da UTI já planejada o meu retorno ao rádio. No começo achava que voltaria antes, mas depois, quando fui percebendo a gravidade do acidente, percebi que demoraria um pouco mais. 

Além da saudade que sentia do estúdio, o jornalista conta que sua volta é uma obrigação com os que torciam pela sua recuperação desde o acidente. As redes sociais do jornalista são um indicativo disso: os seguidores de Rafael no Facebook, por exemplo, passaram de 40 para 150 mil desde a queda do avião da LaMía.

— As pessoas viraram parte da família, elas oraram e pediram pela minha recuperação. Minha volta é uma forma de agradecer por todas as mensagens de carinho que venho recebido, diz.

Sem perder o tom crítico aliado com o bom humor, marcas registrada do seu programa, o jornalista falou de assuntos policiais, problemas comunitários, leu algumas mensagens de boas vindas e, inevitavelmente, não fugiu o acidente que marcou sua vida e a cidade de Chapecó. A expectativa, agora, é por narrar, em breve, um jogo do Verdão. No futuro, espera comemorar as conquistas dos outros sobreviventes.

— Quando eu estava no hospital, visitei o Neto e o Alan Ruschel e disse que eu ainda iria narrar um jogo deles, relata esperançoso.A recuperação ainda vem ocorrendo. As costelas de Rafael não estão 100% cicatrizadas e ele ainda aguarda a retirada de uma tala em um dos pés. A sensação de estar vivo e retomando sua rotina, contudo, são o maior presente que o profissional recebeu até hoje.  

Foto: Luiz Barp / Especial

 

Diário Catarinense 

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