Conheça os 3 animais peçonhentos mais comuns em SC que podem causar acidentes graves

Aranha-marrom, lonomia obliqua (tipo de lagarta) e jararaca apresentam maior incidência no Estado catarinense.

Aranhas, serpentes e escorpiões exigem cuidado extra no verão. No ano passado, foram 7,6 mil casos registrados em Santa Catarina. Conheça as três espécies mais comuns no Estado: 

ARANHA-MARROM

Constroem teias em fendas de barrancos, sob cascas de árvores, telhas e tijolos empilhados, atrás de quadros e móveis, cantos de parede, sempre longe da luz direta. Possuem corpo revestido por pelos curtos, de cor variando em tonalidades de marrom esverdeado até avermelhado. Podem atingir de 1 a 3 cm de envergadura de pernas. São pouco agressivas, de hábitos noturnos e geralmente picam quando comprimidas.

O que causa

Os acidentes por aracnídeos (aranhas e escorpiões) tendem a ser menos graves, mas sem o tratamento adequado pode haver complicações, incluindo insuficiência renal no caso das aranhas-marrom.

Foto: CIT / Divulgação

 

LONOMIA OBLIQUA
Podendo atingir 6 cm de comprimento, estas lagartas apresentam espinhos verdes sobre o corpo, que é marrom escuro com uma faixa marrom (diferenciada do resto do corpo) que se estende por todo o dorso do inseto, sendo margeada por um estreito contorno preto, e este é limitado por um outro contorno branco (mais externo).

O que causa

Em Santa Catarina, estas lagartas são vistas principalmente no Oeste. Acidentes são perigosos porque, além de provocarem dor e queimadura, podem evoluir para quadros hemorrágicos.

Foto: Divulgação / CIT/UFSC

 

JARARACA
A espécie tem cor bem variável, desde tons castanho claros até quase que completamente preta. São característicos os desenhos semelhantes, a "V" invertido ou gancho de telefone. Têm corpo delgado medindo aproximadamente um metro. Ágil, sobe com facilidade em arbustos e telhados baixos.

O que causa

Em Santa Catarina quase todos acidentes por serpentes peçonhentas são causados pelo gênero Bothrops (jararacas, jararacuçus). As lesões têm sintomas locais como dor e inchaço, mas também pode levar a distúrbios na coagulação do sangue e alterações na função dos rins, fazendo com que o paciente necessite realizar hemodiálise.

Foto: CIT / Divulgação

 

Para tirar dúvidas: A referência para atendimentos de acidentes por animais peçonhentos no Estado é o Centro de Informações Toxicológicas de Santa Catarina (CIT/SC), com funcionamento 24h por dia pelo telefone 0800 643 5252, todos os dias da semana. Também dá para enviar fotos pelo WhatsApp (48) 99902-2683.

Como evitar acidentes

Usar botas

No corte de vegetação e limpeza de terrenos, o uso de botas evita até 80% dos acidentes com cobras.

Porém, antes de calçar as botas, verifique se não há aranhas, escorpiões ou outros animais peçonhentos na parte interna.

Proteger as mãos

Não coloque as mãos em frestas, tocas, cupinzeiros, ocos de troncos etc.

Use um pedaço de madeira para verificar se não há animais nesses locais.

Utilize luvas para limpeza doméstica.

Acabar com os ratos

A maioria das cobras alimenta- se de roedores. Por isso, mantenha sempre limpos os terrenos, quintais e plantações, evitando atrair esses predadores.

Manter os terrenos limpos e sem lixo ajuda no combate aos escorpiões.

Conservar o meio ambiente

Os desmatamentos e queimadas, além de destruírem a natureza, provocam mudanças de hábitos dos animais, que se refugiam em celeiros ou mesmo dentro de casas.

Evite matar os animais, pois eles contribuem para o equilíbrio ecológico.

O que fazer em caso de acidentes

Manter a vítima calma e deitada, evitando movimentos para não favorecer a absorção do veneno.

Tentar manter o membro afetado no mesmo nível do coração ou abaixo dele.

Localizar a marca da mordedura, limpar o local com água e sabão e cobrir com um pano limpo.

Remover anéis, pulseiras e outros objetos que possam garrotear ( apertar a circulação), em caso de inchaço do membro afetado.

Manter o paciente hidratado, oferecendo apenas água.

Levar a vítima imediatamente ao serviço de saúde mais próximo, para receber o tratamento necessário. Se possível, levar o animal para que seja identificado e para que a vítima receba o antiveneno específico. Caso não seja possível, tentar observar algumas características ou então tirar uma foto ou filmar.

Não faça torniquete, não amarre o membro atingido, pois esta medida impede a circulação do sangue, podendo produzir necrose ou gangrena.

Não corte ou perfure o local da picada para evitar hemorragia ou infecção.

Não sugue o local da picada.

Não dê remédios caseiros, cachaça ou outro produto para a vítima.

Jornal de Santa Catarina 

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