Secretário de Segurança de SC descarta crise e classifica morte de turista como "fatalidade"

Secretário de Segurança de SC descarta crise e classifica morte de turista como

Felipe Carneiro / Agencia RBS

Em entrevista a RBS TV o secretário de Segurança Pública de Santa Catarina, César Grubba, classificou a morte da turista gaúcha Daniela Scotto de Oliveira Soares, 38 anos, como uma fatalidade. Daniela foi atingida por um tiro na cabeça ao entrar, supostamente por engano, em uma rua da comunidade do Papaquara, no norte da Ilha, em Florianópolis, na madrugada deste domingo. Grubba ainda disse, por telefone, que o crime não representar o agravamento da crise na área de segurança. 

O secretário afirmou que o Governo do Estado sabe que a comunidade do Papaquara é dominada pelo tráfico de drogas e que existe na região uma guerra entre facções e uma disputa por pontos de venda, tanto que as operações na região são constantes. A turista natural de Porto Alegre, que era professora da yoga em Sapucaia do Sul, cidade onde morava, estava em Florianópolis desde a última quinta-feira, quando veio passar o final de ano com familiares no Bairro Estreito, e iria embora nesta segunda-feira.

Questionado sobre a atuação da Polícia Militar, Grubba afirmou que os policiais militares não têm medo de entrar no local, mas que, naquele momento, uma viatura comum não teria chance contra os bandidos no caso de um um possível confronto. Segundo ele, a PM segue todo um protocolo nesses casos e seria necessário, por exemplo, o reforço de uma equipe do Pelotão de Patrulhamento Tático (PPT). 

Após o crime, o cunhado da vítima teria relatado que os policiais se recusaram a ir até o local depois que Daniela foi atingida. Grubba ainda salienta que policiamento foi reforçado na comunidade e que deve permanecer por tempo indeterminado. Desde domingo a PM montou um cerco nas três entradas da comunidade da Papaquara, na Vargem Grande, no Norte da Ilha. A promessa do comandante do 21º Batalhão da PM, tenente-coronel Sinval Santos da Silveira Junior, é que os policiais vão permanecer lá até que os suspeitos sejam presos.

Diário Catarinense

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